São Paulo Operação Ninja prende 15 por tráfico dentro de presídios de SP

Operação Ninja prende 15 por tráfico dentro de presídios de SP

Grupo usa menores, chamados de ninjas, para arremessar drogas e armas para dentro das cadeias, segundo o Ministério Público

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Presídio de Tremembé, no interior de São Paulo

Presídio de Tremembé, no interior de São Paulo

Reprodução/Record TV

Uma facção criminosa brasileira lucra alto com o tráfico também dentro nos presídios do país. No interior de São Paulo, menores de idade estavam sendo contratados para arremessar drogas e armas para dentro da cadeia. Quinze pessoas foram presas na chamada Operação Ninja, contra a quadrilha nesta quarta-feira (26).

No condomínio residencial em Taubaté, interior de São Paulo, um alvo importante da operação. Foi o endereço em que policiais e promotores vieram em maior número e mais preparados, mas nem encontraram resistência. A porta do apartamento estava aberta e suspeita, dormindo.

Segundo a investigação, ela comanda o braço financeiro de um esquema de venda de drogas e armas que arrecada perto de R$ 1 milhão por mês em um presídio de Tremembé, também no interio do estado. São tijolos e mais tijolos de maconha e cocaína que passam pelas muralhas de mais de dez metros de altura. Nos últimos três meses, foram apreendidas armas, celulares e 70 kg de drogas.

Policiais e promotores do Gaeco (Grupo de Atuação contra o Crime Organizado) se dividiram em 25 endereços na capital paulista e interior para fazer as prisões. Além de lideranças da facção, foram detidos suspeitos conhecidos como ninjas, jovens contratados pelas quadrilhas para arremesssar a droga para dentro dos presídios.

Tudo começa assim que escurece. Os criminosos, que são bem treinados pela facção, jogam mochilas cheias de  maconha, cocaina e armas, que depois são vendidas para os detentos. Os presídios são pontos importantes de faturamento para os traficantes. Lá dentro, o preço da droga pode ser até 10 vezes maior.

Em uma interceptação feita com autorização judicial, os promotores flagraram o esquema. Em uma das ligações, o suspeito avisa que os ninjas já estão prontos pra arremesssar a mochila. “Nós estamos tratando da desarticulação criminosa ligada ao PCC que fazia a inserção de drogas, armas e celulares no interior da unidade", detalha o promotor Alexandre Castilho.

Nós haviamos pedido 23 mandados de prisão, mas a justiça concedeu 15. Esperamos que os resultados de hoje possibilitem, com as provas arrecadadas, que a gente consiga responsabilizar, além dos 15, 23 ou até mais, porque a gente sabe que é um sistema grande, uma organização criminosa grande. Uma das fontes de renda do PCC é o tráfico dentro e fora das unidades prisionais.”

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