São Paulo Operação prende 54 PMs por suposto envolvimento com o PCC

Operação prende 54 PMs por suposto envolvimento com o PCC

Operação apreendeu policiais militares suspeitos de corrupção, tráfico de drogas e envolvimento com a facção criminosa

Maior parte dos PMs eram do 22º Batalhão da PM na zona sul de São Paulo

Maior parte dos PMs eram do 22º Batalhão da PM na zona sul de São Paulo

WERTHER SANTANA/ESTADÃO CONTEÚDO

A operação realizada pela Corregedoria da Polícia Militar e o Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na manhã desta terça-feira (18) contra suspeitos de estarem envolvidos com a faccção criminosa PCC terminou, segundo a PM, com a prisão de 54 policiais, sendo 33 soldados, 13 cabos, 7 sargentos e 1 subtenente.

Leia mais: PCC planeja matar promotor, deputado e secretário

A operação, considerada pela própria Polícia Militar a maior de sua história, também deteve outros três suspeitos. Duas pessoas continuam foragidas.

Além dos detidos, a operação apreendeu 10 armas, munições de diferentes calibres, drogas e uma quantia de aproximadamente R$ 80 mil em dinheiro.

As investigações da corregedoria da Polícia Militar apuraram que a maior parte dos policiais detidos integravam o 22º Batalhão da Polícia Militar, no Jardim Marajoara, Zona Sul de São Paulo, e estão sendo indiciados por corrupção passiva, concussão, associação ao tráfico de drogas e integração de organização criminosa.

Todos os PMs presos foram levados para o presídio Romão Gomes, no Tremembé, na zona norte de São Paulo.

Participaram da operação 450 policiais militares, dos quais 280 corregedores, 170 policiais militares, promotores de Justiça e agentes do Ministério Público. A operação teve início no mês de fevereiro e reúne provas decorrentes de mais de 82 mil ligações telefônicas interceptadas. O inquérito está em segredo de justiça. 

Por meio de nota, a Polícia Militar afirmou "não compactuar com ações praticadas por seus integrantes ou quaisquer outros atos que atentem contra a disciplina e os valores e deveres militares, sendo implacável na apuração para apresentar as provas ao poder judiciário e para retirar da instituição os indignos de ostentar a sagrada bandeira do Estado de São Paulo em seu uniforme."