Perito criminal diz que sapato de Mizael Bispo "esteve na represa"

De acordo com Pattoli, a terra encontrada no objeto e a da represa não eram compatíveis

Patoli explica provas contra Mizael Bispo na manhã desta quarta-feira (13)

Patoli explica provas contra Mizael Bispo na manhã desta quarta-feira (13)

Reprodução/TJ-SP

Depois de quase uma hora e meia de depoimento neste terceiro dia de julgamento de Mizael Bispo, o perito criminal Renato Pattoli disse que o sapato do policial reformado "esteve na represa" porque foi encontrada no objeto uma alga que é compatível com a da represa de Nazaré Paulista, onde Mércia foi morta. Ele é a primeira testemunha desta quarta-feira (13) do júri popular do réu, que aconteceu no Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo.

Segundo ele, porém, foi realizada uma análise do material que estava no sapato do réu para ver se era compatível com a terra da represa de Nazaré Paulista, onde Mércia Nakashima foi morta, ou com uma terra presente na casa de Mizael.

— Nenhuma das duas terras era compatível (com a do sapato).

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Durante o interrogatório, a defesa do acusado questionou se o sapato poderia estar em qualquer outra represa que possui essa mesma alga e Pattoli respondeu que sim.

O perito ainda falou sobre os detalhes da perícia e dos procedimentos técnicos realizados durante a investigação. Pattoli confirmou que, para o carro ser empurrado na represa, era necessário que a pessoa entrasse no local. Ele ainda disse que pelo menos dois tiros foram disparados em Mércia de dentro do carro e a curta distância.

No entanto, ele não soube informar se seria possível ouvir os disparos do outro lado da represa, local em que o pescador teria visto o carro de Mércia afundar na água.

— Teria que dar um tiro para ver. Não me foi requisitado [essa análise]. Precisaria ter sido feito para saber se é possível ouvir.

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Durante o depoimento, a defesa de Mizael tentou demonstrar que alguns detalhes do caso não foram analisados e outras roupas de Mizael, como a calça, não foram solicitadas para perícia. Pattoli confirmou que nem tudo foi analisado. 

— Não considero um erro, mas acrescentaria [outras peças de roupa].

Terceiro dia

O terceiro dia de julgamento começou o depoimento do perito Ricardo Domingos Pattoli. Ele participou das investigações do caso e é a terceira testemunha convocada pela defesa que dará seu testemunho. O policial reformado responde pelo assassinato de Mércia Nakashima, morta em maio de 2010.

Além de Patoli, o fotógrafo Eduardo Zocchi e o físico Osvaldo Negrini Neto, também chamados pelos advogados de Mizael, devem falar no plenário do Fórum Criminal de Guarulhos, na Grande São Paulo.

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