São Paulo PF faz operação para reprimir crimes contra o sistema financeiro

PF faz operação para reprimir crimes contra o sistema financeiro

São cumpridos 5 mandados de busca em três cidades de São Paulo. Entre os alvos está o operador do sistema fraudulento

  • São Paulo | Do R7

PF de Campinas (SP) faz operação para reprimir crimes contra o sistema financeiro

PF de Campinas (SP) faz operação para reprimir crimes contra o sistema financeiro

Divulgação/ PF

A Polícia Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (23), a Operação Dollaro Bucato com o objetivo de reprimir crimes contra o Sistema Financeiro Nacional, como operações de câmbio ilegais e evasão de divisas.

As investigações foram iniciadas em decorrência de informações obtidas após o cumprimento de mandados judiciais pela Polícia Federal em 2019. Após as análises, foram constatadas operações não autorizadas de crédito e débito e também de câmbio, efetivadas por pessoas físicas e jurídicas, para os continentes asiático e norte-americano.

As operações envolviam movimentação de moeda no estrangeiro por meio do processo conhecido como dólar-cabo, além de câmbio de moeda em território nacional, uso de empresas de fachada, operações de importações fictícias e direcionamento de capital para empresa que atua com criptomoedas.

Foram detectadas movimentações atípicas nas diversas regiões do país, sendo que o montante transacionado em uma das pessoas jurídicas superou R$ 30 milhões em seis meses. No entanto, o capital social desta empresa era de R$ 20 mil e o endereço da sede correspondia a um imóvel residencial.

Agora são cumpridos cinco mandados de busca e apreensão expedidos pela 9ª Vara Federal de Campinas, sendo três deles em Campinas, um em Indaiatuba e um na capital paulista. Os alvos são o operador do sistema e pessoas físicas e jurídicas envolvidas nas operações.

O nome da operação faz alusão à atividade ilegal de câmbio com a moeda norte-americana e significa, em italiano, dólar de lavanderia.

As penas previstas para os crimes de operação de câmbio ilegal e evasão de divisas, se somadas, podem chegar a 10 anos de prisão.

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