São Paulo PF-SP faz nova ação contra desvio de recursos públicos da Saúde

PF-SP faz nova ação contra desvio de recursos públicos da Saúde

Segundo polícia, OS não tem capacidade técnica mas teria recebido R$ 300 milhões em três anos para gerir contratos na área

PF de SP deflagra operação contra desvio de recursos públicos da área da Saúde

PF de SP deflagra operação contra desvio de recursos públicos da área da Saúde

Divulgação / PF de SP

A Polícia Federal deflagrou nesta terça-feira (23) a segunda fase da Operação Contágio para aprofundar a investigação que apura desvios de recursos públicos na área da Saúde nos municípios de Hortolândia, Embu das Artes e Itapecerica da Serra, no estado de São Paulo.

A investigação identificou que a OS (Organização Social de Saúde) que administra algumas unidades de saúde destes municípios não possui capacidade técnica para gerir contratos de saúde complexos. Mesmo assim, em menos de três anos, ela teria recebido mais de R$ 300 milhões em recursos públicos.

De acordo com a CGU (Controladoria Geral da União) e a PF, o esquema consistia no superfaturamento de bens e serviços, como plantões médicos e medicamentos, além da realização de serviços simulados, como de assessoria.

Durante a deflagração da 1ª fase, um dos investigados tentou se desfazer do computador e do aparelho celular lançando-os no telhado. Outros investigados apagaram as mensagens dos celulares antes da chegada dos policiais na tentativa de dificultar o acesso pelos peritos criminais federais.

Dois dias depois, a Polícia Federal apreendeu R$ 500 mil em uma sala secreta da OS em Cotia, na Grande São Paulo. As pessoas que foram flagradas transportando os valores também são alvos da nova fase da operação.

Nesta terça, o enfoque está na lavagem do dinheiro desviado da Saúde e na reparação do prejuízo aos cofres públicos. Até o momento, já foi identificado que cerca de R$ 18 milhões foram sacados em espécie por um guarda civil municipal.

São cumpridos 4 mandados de prisão preventiva e 20 de busca e apreensão expedidos pela Justiça Federal de São Paulo, sendo que algumas das ordens partiram do TRF3 (Tribunal Regional Federal da 3ª Região). Entre os mandados de prisão estão dois médicos que seriam alguns dos principais dirigentes da OS.

Também foi decretado o bloqueio e apreensão de mais de R$ 40 milhões dos investigados, incluindo contas bancárias, imóveis, veículos e uma lancha de luxo. Foi também determinada a suspensão da atividade econômica de algumas empresas subcontratadas por indícios de que eram utilizadas exclusivamente para a prática de crimes. 

Foram apreendidos mais de R$ 200 mil em espécie na residência dos investigados.

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