São Paulo PM à paisana tenta proteger criança e é vítima de racismo: 'escravizado'

PM à paisana tenta proteger criança e é vítima de racismo: 'escravizado'

Claudio estava com a sobrinha e a neta em lanchonete da zona norte, quando ouviu homem destratando criança que pedia dinheiro no estacionamento

  • São Paulo | Rodrigo Martinez, da Agência Record

Caso ocorreu na zona norte de São Paulo, nesta quarta-feira (16)

Caso ocorreu na zona norte de São Paulo, nesta quarta-feira (16)

Reprodução/Record TV

Um policial militar foi vítima de injuria racial em uma lanchonete na avenida Parada Pinto, Vila Nova Cachoeirinha, zona norte de São Paulo, na noite desta quarta-feira (16).

Imagens obtidas com exclusividade pela Record TV mostram as imagens do agressor, sem camisa e visivelmente alterado, ofendendo o policial com insultos raciais, o chamando de "escravizado". Antes disso, o agressor gritava por diversas vezes que o policial é negro, e ele, branco.

O Cabo Claudio Oliva, que pertence à 3ª Cia do 18° Batalhão de Policia Militar de São Paulo, estava à paisana e de férias, acompanhado de sua sobrinha e sua neta.

Ao entrar com o carro na lanchonete, o veículo do agressor estava atrapalhando a entrada. Após pedir para o suspeito retirar o veículo, ele adentrou no restaurante com sua família.

Dentro do estabelecimento, Claudio viu o agressor destratando uma criança, que pedia dinheiro para as pessoas no estacionamento, e pediu para que o menor chegasse próximo a ele. O agressor não gostou de o policial ter defendido a criança e foi a partir desse momento que iniciaram as ofensas.

Veja o momento em que o policial é ofendido pelo agressor:

A Polícia Militar foi acionada. Com a chegada da equipe, a vítima relatou o fato e solicitou que fosse feito um registro dos fatos, na delegacia. O boletim de ocorrência será registrado no 38° Distrito Policial da Vila Amália, onde a vítima e o agressor se serão ouvidos pelo delegado de plantão.

O agressor, identificado como Alexandre Lopes Ferreira, foi indiciado por injúria e vai responder criminalmente pelo ato. Ele pode ser condenado a pagar indenização e prestar serviços comunitários.

Além do vídeo gravado por Claudio, uma testemunha foi ouvida no registro do boletim de ocorrência e confirmou a ordem dos fatos e a injúria sofrida pelo policial militar.

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