Tragédia no baile da 17
São Paulo PMs envolvidos em ação no Baile da 17 estão "preservados", diz governo

PMs envolvidos em ação no Baile da 17 estão "preservados", diz governo

Comandante Geral da PM afirmou que os policiais continuam trabalhando em serviços administrativos e alega que área é "complexa para trabalhar"  

Tragédia em Paraisópolis

"Não houve nenhum tiro dos policiais", afirmou governador de SP

"Não houve nenhum tiro dos policiais", afirmou governador de SP

Reprodução Record TV

O comandante geral da Polícia Militar de São Paulo, coronel Marcelo Vieira Salles, afirmou nesta segunda-feira (2) que os policiais militares envolvidos na ação em Paraisópolis, na zona sul da capital, que terminou com 9 mortos em um baile funk, não foram afastados. "Eles foram preservados. Continuarão nas unidades em serviços administrativos no mesmo horário, fazendo outras coisas",  revelou Salles.

Segundo o comandante da PM, os agentes quando vivenciam uma ocorrência com morte passam por psicólogos, análises médicas, para dar "tranquilidade nas investigações e para que não haja ameaça a testemunhas". O coronel Salles justificou que Paraisópolis é "uma área complexa de trabalhar e, havendo outro evento parecido, os policiais poderiam ser prejudicados".

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Em coletiva no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo de São Paulo, o governador João Doria destacou que a polícia não atirou contra a multidão. "O que houve foi uma medida comandada por dois bandidos, sendo que um deles atirou contra os PMs. Não houve nenhum tiro por parte dos policiais", afirmou Doria.

De acordo com o governador, o baile prosseguiu apesar da chegada da polícia: "tanto é fato que o baile prosseguiu até as 10 horas da manhã, o que não deveria sequer ter ocorrido porque é ilegal, fere a legislação municipal".

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A Polícia Militar garante que os policiais perseguiram uma moto com os suspeitos por 400 metros até que eles entraram no baile, que ocorria na rua. Havia também outros agentes nos principais acessos para evitar furtos, segundo a polícia.   

No domingo (1º), nove jovens morreram durante um tumulto após a chegada da PM no baile funk da DZ7. Apenas os laudos do IML (Instituto Médico Legal) poderão confirmar a causa das mortes. A princípio, as vítimas teriam sido pisoteadas.

Imagens mostram uma multidão encurralada em um dos becos da comunidade e agressões de policiais. O governo Doria afirmou que vai analisar todas as imagens recebidas, mas diz que algumas "atrocidades" podem não ter ocorrido neste domingo.

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A polícia questiona, por exemplo, se a gravação de policiais agredindo jovens em um beco foi feita no dia do baile porque o vídeo está muito silencioso.

A PM não fala em punição dos envolvidos até que o caso seja "minuciosamente investigado".

O caso, que foi registrado no 89º DP (Portal do Morumbi), será investigado agora pelo DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa).