São Paulo Polícia acredita que ultrapassagem proibida causou acidente em Taguaí

Polícia acredita que ultrapassagem proibida causou acidente em Taguaí

Investigadores colhem depoimentos das vítimas que sobreviveram ao acidente e de testemunhas para confrontar com a versão do motorista 

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Polícia investiga causas do acidente em Taguaí, interior de São Paulo

Polícia investiga causas do acidente em Taguaí, interior de São Paulo

Reprodução/Record TV

A polícia de Taguaí, no interior de São Paulo, acredita que o acidente envolvendo um ônibus e um caminhão no km 172 da rodovia Alfredo de Oliveira Carvalho, que deixou 41 mortos, tenha ocorrido por conta de uma impudência do motorista do ônibus.

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Os investigadores tentam descobrir o que aconteceu antes da colisão. A polícia está ouvindo o depoimento das vítimas que sobreviveram ao acidente e de outras testemunhas para confrontar com a versão apresentada pelo motorista do veículo. Uma nova perícia foi feita com o que restou do ônibus depois do acidente.

A conclusão que se chega até o momento é a de que teria havido uma imprudência por parte do motorista, que teria tentado fazer uma ultrapassagem proibida. A empresa transportava ilegalmente os passageiros desde outubro do ano passado. O veículo estava sendo contratado pelos próprios passageiros sem  vínculo com a empresa.

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"O ônibus corria um pouco, era agitado no volante, corria bastante. Inclusive, passa na rua da minha casa. Às vezes, eu ouvia o zumbido do ônibus, eu até me sentia mal", conta Teresinha de Oliveira, mãe de uma das vítimas.

Márcio, uma das vítimas, sempre se queixava dos riscos no trajeto entre as cidades de Itaí e Taguaí. "Todo dia ele reclamava. Todo dia o ônibus quebrava, Todo dia. Eu trabalhei lá 6 anos e meio, quantos acidentes nós tivemos no caminho? A firma nunca tomava providências. Nunca”, diz a viúva, Sidinalva Madalena da Silva.

A empresa por meio do advogado, em um primeiro momento, disse que ônibus era rateado, contratado pelos próprios funcionários. Sônia nega. "Não. Só uma fachada. Eram eles quem pagavam. Eles colocavam no holerite como se descontasse de nós, mas na verdade, não descontava. Era o patrão quem pagava o ônibus."

"Perder a esposa e genro, né? Deixar a criança, o molequinho dele com menos de 2 anos, o primeiro filho. Estava com a vida toda, um rapaz de 25 anos e perder a vida num acidente tão brutal assim", diz o viúvo e sogro de duas vítimas, Dorival Pacheco

A Star Fretamento e Locação afirmou que toda a documentação do ônibus envolvido no acidente está em dia e que está ajudando as vítimas e auxiliando com a investigação. A empresa Status Jeans também disse que está prestando auxílio aos parentes das vítimas e colaborando com as autoridades.

"Todos os nossos sonhos interrompidos por uma imprudência. Não só os nossos, mas de todos nós que estávamos dentro do ônibus. Foi horrível. Somente quem sobreviveu sabe", lamenta Sônia.

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