Novo Coronavírus

São Paulo Polícia fecha balada clandestina com 600 pessoas em São Paulo

Polícia fecha balada clandestina com 600 pessoas em São Paulo

Balada, localizada em Pinheiros, na zona oeste, e com fachada disfarçada, cobrava até R$ 300; dono levou multa de R$ 2 milhões

  • São Paulo | Rodrigo Balbino, da Agência Record, e Bruno Piccinato, da Record TV

Baladas clandestinas facilitam disseminação do vírus

Baladas clandestinas facilitam disseminação do vírus

Divulgação

Uma operação da polícia fechou mais duas baladas clandestinas na cidade de São Paulo, na madrugada deste domingo (30). Em uma das festas, foram encontradas cerca de 600 pessoas aglomeradas.

A ação tem o objetivo de fiscalizar e combater festas e eventos com aglomeração, para evitar a propagação do novo coronavírus. Ela é coordenada pelo Comitê de Blitze, composto pela Polícia Civil em parceria com agentes da GCM (Guarda Civil Municipal) e Polícia Militar, além de equipes da Vigilância Sanitária e Procon.

A primeira balada encerrada pelas equipes foi na avenida Brigadeiro Faria Lima, em Pinheiros, bairro nobre na zona oeste de São Paulo. Uma casa noturna de alto padrão que chega a cobrar R$ 300 por pessoa.

A princípio o estabelecimento parecia fechado, porém era apenas um disfarce para esconder a multidão que se aglomerava dentro do imóvel. Quando os agentes entraram, ninguém usava máscara de proteção, e o local contava com música ao vivo.

Para disfarçar o funcionamento do local, além dos portões fechados, foram instaladas cortinas para ninguém observar o que acontece dentro.

De acordo com o delegado reponsável pela operação, Eduardo Brotero, essa foi uma das maiores aglomerações encontradas pelas equipes. No local, havia aproximadamente 600 pessoas. A quantidade de gente era tão grande, que os policiais desistiram de fazer a contagem exata e abriram a porta para dispersar a multidão.

O estabelecimento foi interditado e a SES (Secretaria Estadual de Saúde) aplicou uma multa de mais de R$ 2 milhões, valor proporcional à quantidade do número de pessoas e outras irregularidades.

Bela Vista

A segunda balada interditada foi no Bairro da Bela Vista, região central de São Paulo. A porta e a fachada pequena escondiam um ambiente interno amplo, com mais de 150 pessoas estavam reunidas bebendo. Muitas delas estavam sem máscaras.

O local era totalmente fechado, o que facilita ainda mais a propagação do vírus.

Os casos devem ser registrados no DPPC (Departamento de Policia de Proteção à Cidadania).

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