São Paulo Polícia mantém 'caçada' a Cupertino após prisão desmentida

Polícia mantém 'caçada' a Cupertino após prisão desmentida

Assassino do ator Rafael Miguel segue foragido mais de um ano após o crime. Filha, que era namorada da vítima, se diz emocionalmente exausta 

Um dia após ser desmentida a prisão de Paulo Cupertino, que assassinou o ator Rafael Miguel e os pais do rapaz em 9 de junho do ano passado, a polícia de São Paulo continua a "caçada" por um dos homens mais procurados do estado.

"Continua a caçada. Não vamos parar. Estamos sempre atrás dele, nunca paramos", afirmou o delegado da Polícia Civil de São Paulo Nico Gonçalves, ao comentar que a informação da prisão era equivocada. 

A pista mais recente a ser seguida é a descoberta que Cupertino conseguiu tirar um RG oficial com dados falsos na cidade de Jataizinho, no interior do Paraná, um mês após o crime. Ele esteve no instituto de identificação por duas vezes, uma no dia 5 de julho, para passar informações, outra no dia 16, para retirar o documento. A informação exclusiva foi anunciada pela Record TV na segunda-feira (26).

Paulo Cupertino, assassino de Rafael Miguel, tirou RG falso com nome de Manoel Machado da Silva

Paulo Cupertino, assassino de Rafael Miguel, tirou RG falso com nome de Manoel Machado da Silva

Divulgação

Nesta quarta, moradores de Centenário do Sul, na mesma região de Jataizinho, relataram que amanheceram em meio a uma operação de combate ao tráfico de drogras que incluiu um raro sobrevoo de helicóptero pela cidade. Na operação, quatro pessoas foram presas, entre elas um homem chamado Paulo, de aparência parecida com a de Cupertino. O anúncio da prisão foi noticiado pela manhã, mas desmentido pelas polícias Civil e Militar à tarde.

A avalanche de informações desencontradas abalou a filha de Cupertino, Isabela Tibcherani. Ela decidiu abandonar sua conta em uma rede social por se sentir mal pelo ocorrido. "Sinto muito mas estou muito mal, exausta emocionalmente", diz a jovem. "Passei muito mal com tudo isso. Só quero paz."

Isabela namorava com o ator quando ele foi assassinado. O pai da jovem não concordava com o relacionamento e, por isso, o garoto foi à casa da namorada, acompanhado dos pais, para conversar com ele. A família foi recebida pela jovem e pela mãe dela. Quando Cupertino chegou ao local, armado, atirou nas três vítimas que estavam no portão da casa.

Rafael Henrique Miguel, de 22 anos, e os pais do rapaz, João Alcisio Miguel, de 52 anos, e Miriam Selma Miguel, de 50 anos, foram mortos com 13 tiros. Sete acertaram Rafael. O pai do rapaz foi atingido 4 vezes e a mãe foi baleada no peito e no ombro. Os três morreram no local.

O crime aconteceu na Estrada do Alvarenga, na região de Pedreira, zona sul de São Paulo. O jovem era conhecido por ter interpretado o personagem Paçoca na novela Chiquititas.

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