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São Paulo Polícia pede prisão de suspeito de matar sobrinha de 15 anos em SP

Polícia pede prisão de suspeito de matar sobrinha de 15 anos em SP

Homem não concordava com o namoro dela com um rapaz mais velho. Ela foi morta com um tiro de espingarda na cabeça em Guatapará 

Layane Carrile Sila, de 15 anos foi morta com um tiro na cabeça, no domingo (20)

Layane Carrile Sila, de 15 anos foi morta com um tiro na cabeça, no domingo (20)

Reprodução Facebook

A Polícia Civil pediu nesta terça-feira (22) a prisão temporária de um homem acusado de matar a sobrinha de 15 anos porque não concordava com o namoro dela com um rapaz mais velho. A menina, Layane Carrile Silva, foi morta com um tiro de espingarda na cabeça, no domingo (20) na calçada da casa da avó, em Guatapará, no interior de São Paulo. 

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O suspeito , tio da garota, foi visto deixando o local com a espingarda na mão. Ele está foragido. A investigação apontou que, por várias vezes, o tio havia ameaçado a garota de morte.

O assassinato aconteceu durante uma briga na rua envolvendo o tio, um irmão dele e outros dois homens. De acordo com a Polícia Civil, Layane dormia na casa da avó e acordou com a confusão. Vendo que se tratava de uma briga e que outro tio estava caído na rua, ela pegou o celular para chamar a polícia, mas foi atingida pelo tiro. A menina chegou a ser levada a uma unidade hospitalar, mas não resistiu.

Os policiais militares que atenderam a ocorrência apresentaram o caso como de homicídio culposo, produzido por disparo acidental. Depois de ouvir familiares da vítima, o delegado Ricardo Turra apurou que o tio tinha desavenças com a garota. Conforme os depoimentos, ele não aceitava o namoro da sobrinha com um homem mais velho - um rapaz de 29 anos.

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A menina tinha feito comentários em família que desagradaram o tio e, segundo o relato, o suspeito chegou a dizer que iria dar um tiro na cabeça dela. "Estávamos achando que era mesmo um caso de disparo acidental, afinal a vítima é sobrinha do atirador. Quando ouvimos a mãe e a irmã da garota, mudou tudo. Elas foram categóricas em afirmar que ele havia ameaçado Layane de morte."

Para ter mais certeza do fato, o delegado ouviu vizinhos da família, que chegaram a presenciar as ameaças. "Uma garota chorou durante o depoimento, se culpando pela morte da menina, pois ela havia relatado as ameaças e a amiga a dissuadiu de fazer a denúncia à polícia, pois não acreditava que o tio dela pudesse cumprir o que dizia."

Ele juntou ao inquérito postagem em rede social feita pela irmã da vítima, Thayne Carrile, que acusou o tio pela morte da menina. "Gente, esse é meu "tio", dono de uma oficina de moto aqui em Guatapará, um assassino que cometeu um assassinato e fugiu. Quem ver entra em contato com a polícia, tirou a vida da minha irmã com 15 anos com um tiro de arma de fogo na cabeça."

Segundo o delegado, a confusão começou quando dois homens agrediram um irmão do suspeito. O tio entrou na casa e saiu com a espingarda na mão, mas os homens já tinham ido embora. "Ele viu o namorado da Layane socorrendo o irmão e, ao ver a sobrinha no celular, atirou contra ela. Foi um disparo preciso, pois as testemunhas disseram que ele era caçador e sabia atirar." O suspeito fugiu de carro. O veículo foi abandonado com a arma usada no crime em um dos acessos da cidade.

De acordo com Turra, a espingarda calibre 36 foi enviada para perícia. O delegado aguarda também o laudo da necrópsia, exame feito no corpo da vítima no IML (Instituto Médico Legal) de Ribeirão Preto. Ele vê no caso características de feminicídio. Na tarde desta terça-feira (22) uma advogada procurou o delegado para tratar de uma possível apresentação de Jean Michel à polícia. Ela informou que só se manifestaria depois que suspeito for ouvido oficialmente.