São Paulo Polícia pede soltura de mulher de preso por incêndio a estátua

Polícia pede soltura de mulher de preso por incêndio a estátua

Pedido requer que Galo, acusado por atear fogo em monumento a Borba Gato, siga detido. Mulher não estava no ato, diz defesa

  • São Paulo | Letícia Dauer, da Agência Record

Reprodução/Twitter

A Polícia Civil pediu nesta sexta-feira (30) a soltura de Gessica, esposa de Paulo Lima, acusado pelo incêndio da estátua do bandeirante Borba Gato, na zona sul de São Paulo, no último sábado. A corporação também requer que o Galo, como é conhecido o suspeito, continue detido.

O 11° Distrito Policial de Santo Amaro, onde o caso é investigado, aguarda a decisão da juíza Gabriela Marques Bertoli.As informações foram divulgadas pelas redes sociais de Lima.

Gessica, que foi surpreendida com o pedido de prisão temporária na quarta-feira (28), ao prestar depoimento na delegacia, está na carceragem do 89° Distrito Policial do Portal do Morumbi, aguardando a decisão.

Galo, líder do grupo Entregadores Antifascistas, teve prisão temporária decretada na tarde desta quarta-feira (28), investigado por participação no incêndio no monumento em Santo Amaro, ocorrido no último sábado (24).

Galo também integra o Revolução Periférica, grupo identificado como organizador do ato que incendiou a estátua. Ele se apresentou no 11º Distrito Policial de Santo Amaro, na zona sul da capital, às 13h para prestar depoimento, marcado para às 14h. Momentos depois, a decisão da Justiça foi anunciada.

Em nota à imprensa, divulgada nas redes sociais de Paulo Roberto da Silva Lima, o "Galo", a equipe informou que o mandado de busca e apreensão para a residência de Paulo foi expedido para o local errado. Ele apresentou o endereço correto, autorizando e tornando possível a entrada em sua residência para possíveis buscas.

A nota ainda informa que a esposa de Paulo, Gessica, também compareceu à delegacia para colaborar com as investigações, e foi surpreendida com o pedido de prisão temporária também eu seu desfavor. Segundo a equipe, ela não esteve presente durante o ato que resultou no incêndio.

Ainda de acordo com a nota, Danilo Oliveira (Biu), também compareceu de forma espontânea para auxiliar nas investigações e assumir sua participação no ato, mas não foi detido.

A polícia já tinha indiciado Thiago Viera Zem, de 35 anos, dono do caminhão que foi usado para o transporte de pessoas e pneus até a estátua de Borba Gato. Thiago foi solto por ordem judicial em atendimento a um pedido da Defensoria Pública do Estado de São Paulo, como mostra decisão proferida pela juíza Eva Lobo Chaib Dias Jorge.

O escritório Jacob e Lozano, do advogado de defesa de Galo, acompanha o andamento do processo e, em breve, pode dar novo depoimento.

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