São Paulo Polícia prende grupo de SP que aplicava golpes em idosos

Polícia prende grupo de SP que aplicava golpes em idosos

Além de celulares e outros equipamentos, R$ 400 mil foram apreendidos no imóvel do líder do grupo, em Barueri (SP)

  • São Paulo | Isabelle Gandolphi, da Agência Record

Divulgação/ Deic

A Polícia Civil prendeu seis homens e quatro mulheres envolvidos com estelionato e lavagem de dinheiro que fizeram pelo menos 11 idosos vítimas em Sorocaba (SP). Além de celulares e outros equipamentos, R$ 400 mil foram apreendidos em espécie no imóvel do líder do grupo, um apartamento de luxo em Barueri.

As prisões ocorreram na última sexta-feira (12), na cidade de São Paulo, na região metropolitana e nos municípios de Bragança Paulista e Praia Grande. Do grupo, apenas um envolvido ainda não foi encontrado.

A Deic (Divisão Especializada de Investigações Criminais) de Sorocaba iniciou as apurações sobre o caso há cerca de seis meses e, pela Justiça paulista, conseguiu 20 mandados de busca e apreensão e 11 de prisão contra os suspeitos.

No imóvel foram apreendidos celulares, equipamentos eletrônicos e R$ 400 mil em espécie que estavam distribuídos em caixas. Nos outros locais foram recolhidos celulares, computadores, folhas de cheques e máquinas de cartão utilizados nos delitos.

Em um dos endereços, na zona norte de São Paulo, foi encontrada uma central de telemarketing usada para atrair as vítimas previamente selecionadas por idade - acima de 60 anos - e região.

Os presos foram levados à delegacia especializada e responderão por estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro. Os homens foram encaminhados à Cadeia Pública de São Roque e as mulheres para a de Cesário Lange.

Agora, a polícia permanece na busca pelo último envolvido no esquema.

Ação do grupo

O modo de ação do grupo começava com o contato com a vítima, a informando que seu cartão bancário havia sido clonado. Convencida, a vítima autorizava o bloqueio do cartão e o entregava para um membro do grupo, que se passava por colaborador do banco e retirava os cartões nas residências das vítimas com o uso de uma moto.

O motoboy então ia até outros membros da quadrilha, que trabalhavam com vendas dentro de suas casas e possuíam máquinas de cartão. Assim, o grupo realizava transações bancárias e compras pela internet.

Últimas