São Paulo Polícia prende suspeito de atear fogo na estátua do Borba Gato

Polícia prende suspeito de atear fogo na estátua do Borba Gato

Investigações realizadas pelo 11° Distrito Policial de Santo Amaro identificaram o motorista que levou o grupo até o local

  • São Paulo | Do R7

Policiais identificaram o motorista que levou o grupo até a estátua neste sábado (24)

Policiais identificaram o motorista que levou o grupo até a estátua neste sábado (24)

GABRIEL SCHLICKMANN/ISHOOT/ESTADÃO CONTEÚDO

A Polícia Civil de São Paulo prendeu, na madrugada deste domingo (25), uma das pessoas suspeitas de participar do grupo que ateou fogo na estátua do Borba Gato, localizada na praça Praça Augusto Tortorelo de Araújo, no bairro de Santo Amaro, zona sul da capital paulista.

Em nota, a SSP (Secretaria de Segurança Pública de São Paulo) afirmou que investigações conduzidas por equipes do 11° Distrito Policial, de Santo Amaro, identificaram o motorista do caminhão que levou os membros do "Revolução Periférica", grupo que assumiu autoria do incêndio, até a estátua.

O veículo, que também transportou os pneus colocados na base do monumento para dar início ao incêndio neste sábado (24), estava com a placa adulterada, de acordo com a SSP. As investigações prosseguem para identificar e encontrar os outros autores. 

Segundo a Polícia Militar, cerca de 20 pessoas atearam fogo na estátua do bandeirante. Os bombeiros foram acionados e após 10 minutos as chamas estavam controladas. O monumento de 13 metros de altura inaugurado em 1957 teve danos na sua estrutura mas continua de pé.  O local já foi alvo de outros atos de protesto. Em setembro de 2016, a obra foi pintada com tintas coloridas, assim como o Monumento às Bandeiras, no Parque do Ibirapuera.

Borba Gato fez parte de um grupo que fazia incursões no interior do Brasil e perseguia povos indígenas no período colonial. Não eram, contudo, conhecidos como "bandeirantes" durante a época em que atuaram.

A historiadora Iris Kantor, professora de historiografia colonial na Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo (FFLCH-USP), reforça que o termo foi cunhado por historiadores contemporâneos como Affonso Taunay, que dirigiu o Museu Paulista a partir de 1917. Até então, eram conhecidos apenas como "paulistas" ou sertanistas.

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