São Paulo Prefeito de SP diz que despejo na Cracolândia era previsto

Prefeito de SP diz que despejo na Cracolândia era previsto

Segundo Covas, medidas fazem parte de um programa de requalificação da região previsto. "Agora há preocupação extra para evitar aglomeração"

  • São Paulo | Do R7

Prefeito diz que Cracolândia representa preocupação extra em pandemia

Prefeito diz que Cracolândia representa preocupação extra em pandemia

WILLIAN MOREIRA/FUTURA PRESS/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Após anunciar uma série de medidas sociais adotadas pela administração municipal para combater a pandemia, o prefeito Bruno Covas afirmou, nesta quinta-feira (30) que moradores em situação de rua e usuários de drogas da região da cracolândia merecem 'atenção distinta', em relação à tentativa de despejo de pessoa que vivem em imóveis na região. 

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"São questões distintas, a população em situação de rua e os dependentes químicos da cracolândia, que merecem atenção distinta da prefeitura", afirmou Covas. 

"O trabalho da prefeitura continuou e a reintegração das quadras 37 e 38 estava prevista há algum tempo, já havia sido solicitado ao judiciário há algum tempo. As medidas fazem parte de um programa de requalificação da região e de ações para diminuir o fluxo lá presente. Agora há uma preocupação extra para evitar aglomerações, mas é um trabalho contínuo naquele espaço", disse o prefeito.

Medidas sociais contra a pandemia

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, afirmou, durante a coletiva de imprensa, que a Prefeitura desenvolveu três grandes planos para combater a pandemia com estratégias de saúde, que incluíram a ampliação de leitos de UTI, o plano de contingência do serviço funerário e as ações sociais.

Segundo o prefeito, o programa Cidade Solidária, lançado dia 7 de abril, focado em valores como solidariedade, união e governança compartilhada. As doações foram estimadas em R$ 59,1 milhões e 1,6 milhão de cestas básicas distribuídas em 1.206 pontos como cortiços, favelas, comunidades, núcleos e loteamentos irregulares.

Nesse programa, de acordo com o balanço divulgado pela prefeitura, foram distribuídos 798.461 kits de higiene, 1.863 mil máscaras e 1.154 toneladas de alimentos.

Na área da atenção básica, 12,5 mil ações foram realizadas em comunidades e 1,76 milhão de pessoas abordadas desse o dia 19 de abril. Em relação aos consultórios de rua, a Prefeitura afirma ter realizado 25 mil abordagens e 1,3 mil ações forcadas na covid-19.

O balanço da prefeitura mostrou ainda que foram distribuídas 736 mil marmitas para a população de rua e 4.072 novas vagas de abrigos oferecidas à população em situação de rua.

A administração municipal inaugurou, segundo o balanço, seis centros de higiene pessoal para 490 mil atendimentos realizados, 150 pias instaladas.

Foram realizadas ações específicas para pessoas com deficiência em São Paulo, entre elas, 400 tendimentos realizados pela paraoficina móvel e 10 mil cestas básicas entregues nas casas de pessoas com deficiência.

Em relação às mulheres, a prefeitura afirma que deu prioridade às mães com filhos pequenos para permanecerem em teletrabalho, criou o auxílio-hospedagem de R$ 400 mensais com expectativa de atender 2.100 mulheres vítimas de violência.

Aos trabalhadores desempregados, a prefeitura diz ter realizado a manutenção de contratos terceirizados para garantir mais de 108 mil empregos com salário integral, 3,5 mil famílias de catadores autônomos e cooperados com auxílio entre R$ 600 e R$ 1,2 mil.

Em relação à merenda escolar em casa, o programa Leve Leite beneficiou 320 mil crianças da Redde, cerca de 600 mil crianças foram beneficiadas. O prefeito Bruno Covas anunciou ainda a distribuição do cartão alimentação para todos os alunos da rede municipal. "Passaremos a atender as demais 360 mil crianças que desejarem receber, a partir de agosto."

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