Prefeito diz que já há 'pressão sobre o sistema de saúde' em São Paulo

Bruno Covas citou como exemplo o hospital de campanha montado no Pacaembu: dos 200 leitos, 25% estarão ocupados até amanhã

Hospital emergencial começou a receber pacientes

Hospital emergencial começou a receber pacientes

Ettore Chiereguini/Futura Press/Estadão Conteúdo - 6.4.2020

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, afirmou nesta segunda-feira (6) que a rede municipal de saúde já começou "a sentir a pressão", no fim de semana, com o aumento de casos de coronavírus.

Covas destacou o "esforço de criação de 3.000 leitos adicionais" para atender a pacientes com covid-19. Foram abertos cerca de 2.000 leitos de baixa complexidade e outros 900 leitos de UTI.

"E expectativa é que com estes 3.000 leitos a gente dê conta, mantendo, é claro, essas restrições de circulação. Não mantendo, os números mostram que isso vai explodir", afirmou.

O prefeito exemplificou a alta demanda do recém-inaugurado hospital de campanha do estádio do Pacaembu. 

"Até amanhã, praticamente 25% do hospital de campanha do Pacaembu vai estar ocupado". O local tem 200 leitos e começou a receber pacientes hoje.

Evitar colapso no sistema de saúde é o motivo da prorrogação das medidas de afastamento social em todo o estado até 22 de abril.

A equipe do governo estima que a rede hospitalar não terá condições de atender a um número elevado de pacientes com covid-19 e outras doenças ao mesmo tempo. 

Em todo o estado, são 4.620 pessoas com diagnóstico confirmado de covid-19 até esta segunda-feira. Destas, 275 evoluíram para óbito. Outros 572 pacientes se encontram em UTI (aumento de 1.600% em relação ao dia 21 de março).

"Sem essas medidas, no sentido de fazer um isolamento das pessoas, ainda no chamado distanciamento social, teríamos dez vezes mais casos do que os 4.600", destacou o secretário estadual da Saúde, José Henrique Germann.