Novo Coronavírus

São Paulo Prefeitos de SP pedem ao governo mais vacinas, leitos e restrições

Prefeitos de SP pedem ao governo mais vacinas, leitos e restrições

Retorno do custeio de leitos ao governo federal e parceria na fiscalização da fase emergencial também foram discutidos

  • São Paulo | Fabíola Perez, do R7

Em reunião com secretário, prefeitos pedem a criação de novos leitos de UTI covid

Em reunião com secretário, prefeitos pedem a criação de novos leitos de UTI covid

Folhapress / 20.03.2021

Prefeitos de cidades de São Paulo se reuniram com o secretário de Desenvolvimento Regional, Marco Vinholi, na tarde do domingo (21), para pedir à gestão do governador João Doria (PSDB) medidas de combate à pandemia do coronavírus. Entre elas, os pedidos foram por mais vacinas, mais leitos de UTI (Unidades de Terapia Intensiva), mais vacinas contra o coronavírus e medidas de restrição de circulação ainda mais rígidas. 

De acordo com o secretário, os pontos discutidos foram cobranças de um retorno do custeio de leitos de UTI ao Governo Federal, a construção conjunta de mais leitos com o governo do Estado, mais vacinas ao Plano Nacional de Imunização e ao Governo Federal, parceria na fiscalização e implementação da fase emergencial, autonomia dos municípios e apoio do estado para os municípios que decidiram por medidas mais restritivas. 

A reunião virtual teve a participação de 620 pessoas. Destas, aproximadamente 550 eram prefeitos de cidades paulistas. "O Governo de São Paulo trabalha em conjunto com os municípios a implementação das medidas sanitárias fundamentais para o combate ao covid-19 no momento mais duro da pandemia", afirmou Marco Vinholi.

Na manhã desta segunda-feira, o governador João Doria acompanhou a liberação de mais um milhão de vacinas do Instituto Butantan contra o coronavírus ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde. De acordo com o governo, nos últimos dez dias, o Estado entregou ao Brasil 8,3 milhões de doses, o equivalente a 830 mil unidades diárias do imunizante.

"Estamos chegando hoje a uma média de 830 mil doses da vacina do Butantan entregues para o Ministério da Saúde nos últimos dez dias. A produção está acelerada para atender aos brasileiros o quanto antes”, diz Doria.

A previsão é de que o Butantan entregue outras 54 milhões de doses para vacinação dos brasileiros até o dia 30 de agosto, totalizando 100 milhões de unidades. Atualmente, 85% das vacinas disponíveis no país contra a covid-19 são do Butantan.

No dia 4, uma remessa de 8,2 mil litros de IFA (Insumo Farmacêutico Ativo), correspondente a cerca de 14 milhões de doses, desembarcou em São Paulo para produção local. Outros 11 mil litros de insumos enviados pela biofarmacêutica Sinovac, parceira internacional no desenvolvimento do imunizante, chegaram ao país em fevereiro.

Até o fim de março, o Butantan aguarda uma nova carga de IFA correspondente a cerca de 6 milhões de doses, para cumprir o acordo inicial de 46 milhões de doses contratadas pelo Ministério da Saúde.

Com o aporte regular de matéria-prima, o Butantan criou uma força-tarefa para acelerar a produção de doses da vacina para todo o país. Uma das medidas foi dobrar o quadro de funcionários na linha de envase para atender a demanda urgente por imunizantes contra o coronavírus.

Crise de oxigênio

Na sequência, o governador participa de uma reunião com representantes de empresas fornecedoras de oxigênio. Doria, afirmou na noite do sábado (20), por meio de sua conta no twitter, que o governo está negociando novos contratos com fabricantes de oxigênio para garantir o fornecimento adicional aos hospitais.

"O Governo de SP, através da Secretaria de Saúde, está negociando com os maiores fabricantes de oxigênio do país novos contratos para garantir o fornecimento adicional de oxigênio aos hospitais estaduais de SP", escreveu.

Na capital paulista, dez pacientes que estavam internados na UPA de Ermelino Matarazzo, na zona leste, com sintomas de covid-19, precisaram ser transferidos na noite desta sexta-feira (19), por falta de oxigênio.

De acordo com o secretário municipal de Saúde Edson Aparecido, um atraso no abastecimento do insumo pela empresa White Martins (produtora do insumo) ocasionou o problema. Esse foi o primeiro registro de falta de oxigênio na cidade de São Paulo. A companhia negou qualquer problema de fornecimento na UPA.

Ao menos 54 municípios paulistas estão em "estado crítico" de abastecimento de oxigênio medicinal, diz levantamento do Conselho de Secretários Municipais de Saúde de São Paulo (Cosems/SP). Na lista, estão cidades do interior, como Bragança Paulista, da Baixada, como Santos, e da região metropolitana da capital, como Francisco Morato. Em Campo Bom (RS), seis pessoas morreram em um hospital por falha no sistema de distribuição de oxigênio.

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