Novo Coronavírus

São Paulo Prefeitura anuncia retorno das aulas em SP em 1º de fevereiro

Prefeitura anuncia retorno das aulas em SP em 1º de fevereiro

Retomada presencial terá 35% da capacidade máxima e protocolos unificados para as redes municipal, estadual e privada

  • São Paulo | Joyce Ribeiro, do R7

Resumindo a Notícia

  • Alunos voltam às aulas presenciais em 15 de fevereiro
  • Pais poderão decidir se filhos vão ou não às escolas presencialmente
  • Professores com comorbidades continuam afastados das salas de aula
  • Escolas só poderão funcionar com 35% da capacidade
Prefeitura anuncia retorno das aulas na cidade de SP em 1º de fevereiro

Prefeitura anuncia retorno das aulas na cidade de SP em 1º de fevereiro

Pixabay/Reprodução

A Prefeitura de São Paulo afirmou nesta quinta-feira (14) que as aulas na cidade serão retomadas, de forma seletiva, a partir de 1º fevereiro, com 35% da capacidade máxima de ocupação, com protocolos sanitários unificados para as redes municipal, estadual e privadas. Neste primeiro momento, professores participarão de planejamento e ensino remoto e as atividades presenciais para alunos começam dia 15.  

Os estudantes vão receber um kit com três máscaras, uma caneca para evitar contato com o bebedouro e sabonete. As escolas também vão passar por adaptações, como sinalização, reforma de banheiros, aquisição de tapetes sanitários, entre outras medidas sanitárias. A prefeitura já comprou mais de 6 mil termômetros, além de protetores faciais (face shield).

Segundo o secretário municipal de Educação, Fernando Padula, foram contratados professores temporários para atuar nas escolas e os profissionais e alunos com comorbidades devem continuar em casa.

Para auxiliar no ensino, foram comprados 465 mil tablets que serão entregues aos alunos do Ensino Fundamental até abril. Enquanto houver alunos fora das escolas, há a promessa de continuidade do cartão merenda. 

Aulas presenciais

A retomada será feita em esquema de rodízio, mas caberá aos pais decidir se os filhos vão às escolas. Cada unidade então terá de definir o esquema de acordo com o número de interessados.

Não haverá atividades no contraturno e as aulas terão cinco horas diárias. Por enquanto, o EJA (Educação para Jovens e Adultos) não vai acontecer de forma presencial.

As UBS (Unidades Básicas de Saúde) vão monitorar as escolas e o estado de saúde da população. Uma escola sentinela será acompanhada por 14 dias para monitorar alunos, funcionários e pais e servirá como referência para a Vigilância Sanitária, de acordo com o secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido. 

Na coletiva de imprensa, o secretário afirmou que o prefeito Bruno Covas (PSDB) vai enviar uma carta ao Ministério da Saúde solicitando a inclusão dos professores na lista de grupos prioritários para a vacinação contra covid-19.

Vice-prefeito mostra kit com caneca, sabonete e máscaras para alunos

Vice-prefeito mostra kit com caneca, sabonete e máscaras para alunos

Reprodução

Vacinação

Segundo o secretário Edson Aparecido, a cidade de São Paulo está preparada para dar início à vacinação contra o novo coronavírus. A prefeitura comprou 15 milhões de seringas e agulhas e o transporte logístico das doses já foi desenhado com uso de carros e caminhões refrigerados.

Serão 15 mil profissionais da saúde e outros 12 mil auxiliares empenhados na imunização na capital em mil postos fixos (unidades de sáude) e dois mil satélites. A localização deles, no entanto, depende da quantidade de vacinas recebidas.

"Nessa primeira etapa, são profissionais de saúde, idosos e a população indígena. Faremos também no esquema drive-thru e, em instituições de longa permanência, os profissionais vão até os idosos. Mas a vacinação é porta aberta, não vai ter ordem alfabética, quem se enquadrar nos critérios, pode ir até um posto. Colocar outros critérios para vacinação, ao invés de evitar aglomeração, pode sim causar aglomeração", explica o secretário de Saúde.

Inquérito sorológico

Em decorrência do aumento do número de casos da covid-19 na capital e "para que não haja retrocessos", nas palavras de Edson Aparecido, serão realizadas outras quatro novas fases do inquérito sorológico.

A primeira etapa foi realizada entre os dias 5 e 7 janeiro, com a retestagem da população de 18 anos ou mais, que participou das fases 0, 2, 4 e 6 do inquérito sorológico da prefeitura em 2020 entre os meses de junho e setembro.

O público-alvo foi 1.097 pessoas, mas 367 se recusaram a participar da sororreversão. O objetivo da retestagem era verificar se houve queda de anticorpos na população para infecção pelo Sars-CoV-2.

O estudo indicou que, das 730 pessoas que eram reagentes, 556, ou 78,6%, mantiveram anticorpos para o novo coronavírus. Enquanto 151 participantes estavam sem anticorpos.

A pesquisa indicou que em um quinto da população, ou 21,4% dos moradores, não foram detectados anticorpos. A maior influência no dado é se a pessoa apresentou ou não sintomas da covid-19. Em assintomáticos, 26% deles houve a sororreversão (ausência de anticorpos).

A conclusão do primeiro inquérito sorológico de 2021 foi de que a prevalência da covid-19 em São Paulo é de 14,1% e aumentou em locais com alto IDH (Índice de Desenvolvimento Humano), passando de 4,6% para 11,9% e também entre as pessoas de 35 a 49 anos (19%).

Os assintomáticos representam 30%. A contaminação atinge 17,1% dos desempregados e 20,7% das pessoas que precisam trabalhar fora de casa e afeta mais domicílios com cinco ou mais moradores.

Pela primeira vez, se perguntou sobre o contato social. A prevalência é maior (28,9%) nos cidadãos que não restringiram o contato com amigos e familiares. 

O anúncio foi feito pelo vice-prefeito, Ricardo Nunes (MDB), sem a presença de Covas, que, durante as manhãs, tem ido ao hospital Sírio-Libanês para dar continuidade ao tratamento contra o câncer e faz sessões de radioterapia.

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