Prefeitura cancela festa de Ano-Novo na Avenida Paulista

Prefeito Bruno Covas disse que administrações municipal e estadual consideraram 'muito temerário' Réveillon para 1 milhão de pessoas

Réveillon foi um dos primeiros grandes eventos cancelados

Réveillon foi um dos primeiros grandes eventos cancelados

Suamy Beydoun/Agif/Folhapress - 1.1.2019

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas, anunciou nesta sexta-feira (17) que não haverá festa de Ano-Novo na avenida Paulista. Segundo ele, a avaliação é de que não há condições de realizar o evento diante da pandemia da covid-19.

"Tanto a prefeitura quanto o governo do estado de São Paulo, os técnicos da vigilância sanitária, entendem muito temerário nós organizarmos um evento para 1 milhão de pessoas na avenida Paulista para dezembro deste ano."

Covas acrescentou que eventos dessa magnitude exigem planejamento antecipado.

"Um evento que requer uma organização de pelo menos três meses, envolve patrocínio, envolve agenda de artistas, envolve pacotes promocionais, hotéis e turismo. Nós queremos aqui, com a maior previsibilidade possível, já deixar anunciado que a prefeitura também não vai organizar o Réveillon na Paulista."

Na quarta-feira, o governador João Doria já havia dito que não havia como realizar a festa de Réveillon sem que houvesse uma vacinação em massa, o que é pouco provável que ocorra neste ano.

Bruno Covas afirmou que conversa com organizadores da Parada LGBT e da Marcha para Jesus, que deveriam ter ocorrido em junho e foram adiados para novembro, em busca de um entendimento.

Carnaval

Prefeitura estuda o que fazer com Carnaval de 2021

Prefeitura estuda o que fazer com Carnaval de 2021

Werther Santana/Estadão Conteúdo - 9.3.2019

Outro grande evento que está sendo analisado pela prefeitura e pelo governo do estado é o Carnaval de 2021.

"Nós continuamos a dialogar com as escolas de samba, com outras cidades no Brasil, para tentar tomar uma decisão conjunta em relação à possibilidade de adiamento, e qual seria a nova data de realização do Carnaval."

As escolas de samba precisam de cerca de seis meses de antecedência para se organizar com alegorias e até ensaios, que geram aglomeração. 

Já o Carnaval de rua não requer tanto tempo para ser planejado, segundo o prefeito, sinalizando que a decisão sobre a manutenção, adiamento ou cancelamento pode ser tomada mais para a frente.  

"Na nossa cidade, temos também o Carnaval de rua, mas o Carnaval de rua  requer uma organização em um prazo menor do que o Carnaval no sambódromo. Algo em torno de dois três meses, a gente consegue organizar o Carnaval de rua."