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São Paulo Prefeitura de SP aguarda aval do Estado para retomar aulas em julho

Prefeitura de SP aguarda aval do Estado para retomar aulas em julho

Alunos da educação infantil seriam os primeiros a voltar às escolas no dia 20, desde que capital paulista esteja na fase verde de flexibilização

  • São Paulo | Daniela Salerno, da Record TV

Escolas de SP ensinam à distância desde março

Escolas de SP ensinam à distância desde março

Miguel Noronha/Futura Press/Estadão Conteúdo - 14.05.2020

A prefeitura de São Paulo já tem tudo pronto para a volta às aulas nas escolas municipais e só depende do aval do governo do Estado para colocar o plano em prática.

Um documento obtido com exclusividade pela Record TV indica que os estudantes da educação infantil – crianças de 0 a 5 anos de idade – serão os primeiros a voltar às salas de aula a partir de 20 de julho.

O retorno, porém, está condicionado ao avanço da capital paulista na flexibilização da quarentena, conforme o Plano São Paulo, criado pela gestão Doria para determinar a gravidade da pandemia nos polos regionais do estado. As aulas só voltam se a capital já estiver na fase verde do programa (veja a escala no quadro abaixo).

Uma diretriz do governo do Estado, prevista para ser divulgada nesta quarta-feira (24), vai determinar se a capital paulista poderá retomar o ensino municipal.

A reportagem apurou que secretário municipal de Educação, Bruno Caetano, já teve o aval para dar início às compras de materiais de higiene, que deverão ser usados por professores e funcionários das escolas – a lista tem máscaras e álcool em gel, por exemplos.

Os alunos da rede municipal infantil também receberão um kit com máscara, sabonete e um copo para uso individual.

Os estudantes das séries seguintes da rede municipal deverão retomar as aulas presenciais até a primeira semana de setembro, de acordo com o plano da gestão Covas.

A estratégia do governo municipal prevê ainda a contratação de professores temporários, uma vez que cerca de 4.000 docentes da rede pública da cidade estão afastados por serem grupo de risco ou por outros motivos, como sintomas da covid-19. Eles seguirão fora da sala de aula.

Volta às aulas do ensino infantil dependerá de capital paulista na cor verde

Volta às aulas do ensino infantil dependerá de capital paulista na cor verde

Reprodução

Da escola particular para a pública

A pandemia provocou uma debandada de alunos de escolas particulares para as escolas públicas, o que já pressiona o sistema de ensino de São Paulo. O maior impacto na rede particular é sentido no ensino infantil.

Os sindicatos ligados às escolas privadas estimam que, pelo menos, 30% das mais de 101 mil crianças de até cinco anos matriculadas na rede particular antes do começo da epidemia tiveram seus contratos cancelados nos últimos dois meses.

Um dos motivos é o fato de que o currículo não é obrigatório até os 3 anos e 11 meses. A crise no setor acelerou o planejamento da retomada das aulas da rede pública municipal.

Para atender a demanda de alunos que possam migrar do sistema privado para a rede municipal no ensino infantil, a prefeitura lançou um site em que os responsáveis podem se cadastrar para entrar na fila de espera por uma vaga. Em 30 minutos, foram 180 cadastros.

A rede municipal tem hoje 576 mil alunos em creches e na pré-escola. Na pré-escola, há vagas disponíveis, segundo o secretário de educação municipal. Mas, nas creches, a situação preocupa. A fila para conseguir uma vaga chega a 20 mil alunos na capital.

Para sanar a demanda, a ideia é colocar em prática o projeto Mais Creche, aprovado em dezembro do ano passado pela Câmara Municipal.

O projeto prevê que, no caso de ausência de vaga nas escolas públicas mais próximas do endereço do aluno, o município contrate vagas em escolas particulares.

A escola particular tem que se candidatar e, ao ser aprovada, passam a fazer parte do cadastro da prefeitura. Até agora, 29 escolas da capital já sinalizaram interesse no programa.

O projeto é visto pelas escolas particulares como um alívio no momento em que mais enfrentam dificuldades financeiras.

O valor repassado por vaga será de até R$ 850 para alunos de pré-escola – chamado de mini grupo 1 e 2 - a R$ 1.150 para vagas em berçário.

São Paulo suspendeu as aulas presenciais em março e, desde então, os alunos recebem ensino à distância.

PREFEITURA

A prefeitura de São Paulo enviou ao portal uma nota oficial sobre o assunto. Você pode ler abaixo. A Record TV, com base nos documentos a que teve acesso, mantém todas as informações. Veja:

É precipitada e sem procedência a informação veiculada pelo R7 "Prefeitura de SP aguarda aval do Estado para retomar aulas em julho" nesta segunda-feira (22). A Secretaria Municipal de Educação trabalha em conjunto com a Secretaria de Estado de Educação assim como com os sindicatos da categoria e autoridades de saúde para definir a melhor data para retorno das aulas. Não há dia previsto para o reinício até o momento e nem foi solicitada autorização para retomada. Por essa razão é necessário corrigir a publicação imediatamente.

Arte/R7

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