São Paulo Prefeitura de SP busca acordo para evitar aumento da frota de ônibus

Prefeitura de SP busca acordo para evitar aumento da frota de ônibus

Justiça determinou uso de 100% da frota, o que não foi cumprido. Justificativa é que 12% dos funcionários estão afastados por serem de grupo de risco

Sindicatos ainda não confirmaram que vão retirar ação contra prefeitura

Sindicatos ainda não confirmaram que vão retirar ação contra prefeitura

BRUNO ESCOLASTICO/PHOTOPRESS/ESTADÃO CONTEÚDO - 05.06.2020

Uma semana após a publicação da decisão judicial que obriga a prefeitura de São Paulo a voltar a disponiblizar 100% da frota de ônibus, a gestão Bruno Covas busca firmar acordo com sindicatos do setor. A intenção da prefeitura é que a ação seja retirada e a decisão, que estabelece multa diária de R$ 50 mil, suspensa.

Leia mais: Prefeitura de SP contraria Justiça e mantém frota de ônibus em 84%

Questionada pelo R7 sobre a manutenção da frota, a prefeitura afirmou que, após reunião na última sexta-feira (24), com o Sindmotoristas (Sindicato dos Motoristas e Trabalhadores em Transporte Rodoviário Urbano de São Paulo) e o SPUrbanuss (– Sindicato das Empresas de Transporte Coletivo Urbano de Passageiros de São Paulo), "foi acordado que será pedida a suspensão da ação que requeria, no Tribunal de Justiça, o aumento da frota de ônibus na cidade de São Paulo".

Os sindicatos não confirmam que houve acordo com a prefeitura, que já recorreu da decisão.

Desde o anúncio da decisão, no dia 16 de julho, 84% da frota está em circulação. A prefeitura explicou que não cumpriu a determinação porque esta ainda não havia sido publicada no Diário Oficial. Após a publicação, afirmou que manteria a frota abaixo de 100% pela impossibilidade logística para retomar a operação, já que 12% dos funcionários das empresas de ônibus estão afastados por serem do grupo de risco para a covid-19. 

Por esta questão, a prefeitura apresentou embargo de declaração para que o desembargador responsável pela decisão esclareça a medida e sua aplicação mesmo com os funcionários afastados.  

O Sindmotoristas e o SPUrbanuss, ao entrar com a ação, alegaram que a redução da frota de ônibus tem causado aglomeração de passageiros. A diminuição foi uma das atitudes tomadas pelo Poder Público para tentar conter a pandemia.

A frota foi mantida em 84% para atender uma demanda de passageiros equivalente a 48%. "Para fazer isso [usar toda a frota] a Prefeitura teria de repassar R$ 500 milhões para o sistema e teria de reduzir investimentos em outras áreas também essenciais como a distribuição de cestas básicas, no sistema municipal de saúde e na educação", escreveu a gestão municipal.

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