Prefeitura de SP vai pagar diária de R$ 2.100 por leito na rede privada

Acordo já foi feito com algumas unidades hospitalares para utilização da UTI por pacientes SUS quando a demanda por covid-19 aumentar

Acordos vão permitir uso de leitos na rede privada

Acordos vão permitir uso de leitos na rede privada

Reprodução / Prefeitura de SP

O prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB), afirmou nesta quarta-feira (6) que vai pagar uma diária de R$ 2.100 por uso de leito da UTI da rede privada por pacientes do SUS durante a pandemia da covid-19.

Segundo ele, já foram assinados protocolos com hospitais particulares, entre eles Beneficência Portuguesa, Santa Cruz, Santa Marcelina, Hospital do Rim e Santa Casa de Santo Amaro.

O decreto publicado nesta quarta no Diário Oficial de São Paulo estabelece que o secretário da Saúde pode requisitar os leitos ociosos da rede particular para uso do SUS. O objetivo é "maximizar o atendimento e garantir tratamento igualitário, hipótese em que será garantido o pagamento posterior de indenização justa".

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Leitos da rede privada serão pagos pela prefeitura

Leitos da rede privada serão pagos pela prefeitura

Reprodução / Rovena Rosa Agência Brasil

A cidade de São Paulo tem 1.800 mortes confirmadas por covid-19 e se aproxima do pico de infecção da doença. Os óbitos ocorrem em especial nas periferias.

Segundo Covas, os convênios com a rede privada são a melhor opção. "O caminho é esse para atender a população que depende exclusivamente do SUS. Está provado que, quando a pessoa consegue o tratamento, reduz-se o índice de letalidade da doença", afirmou.

O documento prevê que a solicitação de leitos pelo Poder Público ocorra de forma consensual. A Secretaria Municipal da Saúde terá também de elaborar e implantar, por portaria, o protocolo para prioridade de utilização dos leitos públicos e privados de UTI quando a demanda for superior à disponibilidade. Os critérios devem ser baseados nas "melhores normas internacionais e técnicas". A fila única do SUS será respeitada.

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A promessa da prefeitura é de 1.400 leitos de UTI na cidade. Hoje são 700 disponíveis para uso. Os demais devem ser entregues ainda neste mês, segundo Covas. 

Bonificação para profissionais

A bonificação por resultados, já aprovada pela Câmara, deveria ter ocorrido no início do ano, mas estava suspensa por causa da pandemia. Neste mês, foi liberado o pagamento da bonificação para os profissionais da saúde, limpeza urbana (Amlurb), do serviço funerário, para os fiscais das subprefeituras e equipes da assistência social.

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Segundo o prefeito, para a saúde, o valor médio é de R$ 5.388 como forma de "reconhecimento do servidor que tem arregaçado as mangas para enfrentar este desafio e ajudar a cidade a passar pela pandemia".

O secretário municipal de Saúde, Edson Aparecido, lembrou que o hotel Holiday Inn está sendo usado para permanência dos profissionais de saúde que trabalham no hospital de campanha do Complexo do Anhembi majoritariamente, mas também por quem trabalha no hospital montado no estádio do Pacaembu.