São Paulo Procon-SP pede investigação de site que verifica dados vazados

Procon-SP pede investigação de site que verifica dados vazados

Página oferece consulta sobre vazamento de dados pessoais sem justificar de que forma teve acesso às informações

Site informa que tem acesso a mais de 220 milhões de CPFs e mais de 40 milhões de CNPJs

Site informa que tem acesso a mais de 220 milhões de CPFs e mais de 40 milhões de CNPJs

Contábeis

O Procon-SP encaminhou ao Delegado-Geral de Polícia do Estado de São Paulo pedido de abertura de inquérito policial para investigação da atividade do Fui Vazado, que oferece consulta sobre vazamento de dados pessoais sem justificar de que forma teve acesso às informações.

Nas últimas semanas, foi revelado um vazamento de dados de mais de 223 milhões de brasileiros. Como o número supera o total da população do país, inclui, portanto, informações de pessoas que já morreram.

O site, que está no ar, se propõe a informar se o CPF ou CNPJ consultados estão entre os dados vazados na internet. Segundo o Procon, o site solicita informações pessoais dos usuários, como número de CPF e data de nascimento, sem dizer a necessidade ou finalidade e pede doações em dinheiro dos usuários para a manutenção das atividades.

Ainda de acordo com o Procon, o próprio site, que identifica seu desenvolvedor como Allan Fernando, de 19 anos, informa que tem acesso a mais de 220 milhões de CPFs e mais de 40 milhões de CNPJs constantes em listas ilegalmente disponibilizadas na internet, mas não justifica por quais meios teve acesso às listas de dados pessoais que foram vazadas.

“Os dados inseridos na busca são apenas comparados com a base do vazamento, nada é armazenado. Eu nem consigo, por exemplo, contar quantas pessoas já fizeram a busca, pois não tenho esse número salvo”, afirmou o desenvolvedor em entrevista ao R7. 

“A pessoa que vazou os dados deixou disponível para download uma tabela informando quais deles estavam disponíveis para venda, e é com base nessa tabela que o site sabe quais dados vazaram”, alegou o desenvolvedor.

Últimas