Protestos em SP terminam com violência e confrontos

Manifestantes atiraram pedras contra a Câmara Municipal; três homens foram atropelados

Protesto de Black Bloc e mascarados Vingadores, em São Paulo
Protesto de Black Bloc e mascarados Vingadores, em São Paulo Raul Doria/Futura Press/Estadão Conteúdo

Vários feridos e destruição do mobiliário urbano foram o saldo preliminar dos protestos deste sábado (7), feriado da Independência, em São Paulo, uma das dezenas de manifestações que aconteceram em cidades brasileiras.

No final de uma das passeatas em São Paulo, grupos de manifestantes atiraram pedras contra o Palácio Anchieta, sede da Câmara Municipal, e contra a polícia, que respondeu lançando bombas de gás lacrimogêneo e balas de borracha, como conta o cabo Daniel Wilson, da Polícia Militar.

— A manifestação aconteceu sem problemas, com o apoio e proteção das autoridades e a colaboração da maioria das pessoas, mas no final um grupo de vândalos começou a atacar os policiais com pedras e paus e tivemos que reagir com gás lacrimogêneo.

Durante os enfrentamentos, três homens foram atropelados, um deles por um veículo da PM, e outros dois por um carro que tentou furar os bloqueios improvisados dos manifestantes após ser apedrejado, segundo a polícia.

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Alguns manifestantes quebraram vidraças de bancos, destruíram telefones públicos, publicou a PM no Twitter. O uso da violência foi lamentado por alguns dos manifestantes que foram de maneira pacífica reivindicar, como a aposentada Ana Julia Zotta.

— Isto afasta e impede a participação das pessoas que realmente querem uma mudança pela via pacífica e são maioria. Por isso não tivemos hoje no País o mesmo número de manifestantes que em junho.

Alguns participantes das manifestações em São Paulo cantavam palavras de ordem pedindo a saída do presidente do Senado, Renan Calheiros, e empunhavam cartazes contra a presidente Dilma e o ex-presidente Lula. A manifestação começou em frente ao Masp (Museu de Arte Moderna), e foi pacífica durante várias horas, acompanhada de perto por um grande efetivo da PM e da Polícia Civil.

Também aconteceu a 19ª edição do "Grito dos Excluídos", que com o lema "Juventude que ousa lutar constrói Projeto Popular", denunciou a desigualdade na sociedade brasileira. Ela foi organizada por movimentos populares e não teve incidentes.

Assista ao vídeo: