Próximo desafio da retomada em São Paulo é reabrir restaurantes

Capital vive desde o dia 1º a fase 2 da classificação do Plano SP. Desafio é cumprir critérios para avançar à fase 3, com novas atividades liberadas

Retomada depende de indicadores estáveis do sistema de saúde e da pandemia

Retomada depende de indicadores estáveis do sistema de saúde e da pandemia

ADELEKE ANTHONY FOTE/THENEWS2/ESTADÃO CONTEÚDO- 12/06/2020

Após a mais recente classificação das regiões do Estado de São Paulo no plano de retomada econômica, o chamado Plano São Paulo, a capital paulista tem como maior desafio chegar à fase 3 nos próximos quinze dias. Nesta etapa, de acordo com as regras do plano estadual, será possível reabrir, com restrições, restaurantes, bares e salões de beleza. 

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A cidade de São Paulo foi classificada na fase 2 do Plano São Paulo no primeiro anúncio realizado pelo governo, em 27 de maio. A etapa passou a valer dias depois, em 1º de junho. No entanto, conforme reforçou o prefeito Bruno Covas, a data marcou apenas o início da entrega de protocolos de entidades setoriais para serem avaliados pela Vigilância Sanitária. A ideia do prefeito é avançar gradualmente, sem correr o risco de retroceder na classificação de fases, como já ocorreu em algumas regiões do estado.

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A reabertura só começou mesmo em São Paulo no dia 6 deste mês, com a volta de concessionárias e escritórios. A medida foi ampliada no dia 9, quando voltaram imobiliárias e comércio e rua e também no dia 11, véspera do Dia dos Namorados, quando os shopping centers e shoppings populares levantaram as portes novamente. Entre uma abertura e outra, no dia 10, saiu o novo anúncio do governo, que manteve a capital na fase 2, o que já era esperado.

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O desafio agora é cumprir os critérios de controle da pandemia e do sistema de saúde para seguir à fase 3, com os novas reaberturas. Nos dias de anúncio de reabertura, o movimento de consumidores, ambulantes e comerciantes na região central da cidade foi intenso.

Nos trens, no Metrô, e nos ônibus da cidade, os passageiros cumpriam a obrigatoriedade das máscaras, mas não houve como manter o distanciamento social necessário para prevenir a pandemia. As empresas de ônibus, no entanto, foram orientadas a não circular com passageiros em pé. A crise no transporte durante a retomada provocou a saída do secretário municipal de Transportes, Edson Caram. 

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O trânsito, que durante o início do isolamento social, chegou a registrar índice zero de lentidão na cidade, passou a ter filas de manhã e no fim da tarde nas marginais Pinheiros e Tietê. 

Desde a última quarta-feira (10) o governo de São Paulo decidiu endurecer as medidas de isolamento social em cinco regiões do interior do estado por causa do avanço da pandemia. Desta forma, nenhuma região no estado está mais na fase 3 a partir desta segunda (15).  

Regrediram diretamente da fase 3 para a fase 1 as regiões de Presidente Prudente, Barretos e Ribeirão Preto. Outras regiões do interior se mantiveram na fase 2, como aconteceu com a capital. Por outro lado, a Região Metropolitana de São Paulo e a Baixada Santista avançaram da fase 1 para a 2 e terão um alívio nas restrições. A maior parte do estado portanto, tem desafio parecido com o da capital. Cada prefeitura pode estabelecer seus próprios protocolos e datas de reabertura, dentro dos parâmetros previstos no Plano São Paulo. 

Mudanças no faseamento do Plano SP valem a partir de segunda (15)

Mudanças no faseamento do Plano SP valem a partir de segunda (15)

Arte R7

Plano São Paulo

Próximos passos

A classificação de fases do Plano São Paulo é revista a cada 14 dias, em todas as regiões do Estado, para restringir ou afrouxar as normas de isolamento social de acordo com cinco critérios.

Dois destes critérios são relacionados ao sistema de saúde: a taxa de ocupação de leitos de UTI e o número leitos de UTI por 100 mil habitantes.

Os outros três são relacionados à evolução da epidemia: novos casos nos últimos sete dias, novas internações (por covid-19 ou síndrome respiratória aguda-grave nos últimos sete dias) e o número de óbitos por covid-19 nos últimos sete dias.

A análise destes critérios leva à classificação da região em uma das cinco fases da pandemia, que vão da fase de "alerta máximo", com liberação apenas dos serviços essenciais, à do "normal controlado", que liberará todas as atividades com novas regras de funcionamento. 

Fase 1 (alerta máximo): fase de contaminação, com liberação apenas dos serviços essenciais;
Fase 2 (controle): fase de atenção, com liberações de escritórios, concessionárias, atividades imobiliárias, shopping centers e comércio, porém com restrições;
Fase 3 (flexibilização): fase controlada, com maior liberação de atividades, como atividades imobiliárias, concessionárias e escritórios - sem restrições-, e bares, restaurantes e similares, comércio, shopping centers e salões de beleza - com restrições
Fase 4 (abertura parcial): fase decrescente, com apenas uma diferença em relação à fase 3, a abertura de academias - com restrições
Fase 5 (normal controlado): fase de controle da doença, liberação de todas as atividades com protocolos - podem reabrir teatros, cinemas e espaços públicos e ocorrer jogos de futebol e outros eventos esportivos.

Atividades poderão voltar de acordo com fases da pandemia

Atividades poderão voltar de acordo com fases da pandemia

Arte/R7