São Paulo Quarta manifestação contra aumento de passagem promete parar o centro de São Paulo

Quarta manifestação contra aumento de passagem promete parar o centro de São Paulo

Concentração acontece às 17h de hoje, em frente ao Teatro Municipal

  • São Paulo | Do R7

O centro da capital paulista deve parar novamente, nesta quinta-feira (13), quando acontece mais um protesto contra o aumento das passagens do transporte coletivo em São Paulo. Organizada pelo  Movimento Passe Livre, o ato terá concentração às 17h, em frente do Teatro Municipal de São Paulo.

Esta será a quarta grande manifestação contra o aumento. O grupo já fechou a  Radial Leste, Consolação, 23 de maio, 9 de julho, Paulista, Rebouças, Faria Lima e marginal Pinheiros em protestos anteriores.

Com o lema “Se a tarifa aumentar, a cidade vai parar! Todo aumento é uma injustiça! Por uma vida sem catracas!”, o grupo reuniu cerca de 12 mil pessoas durante o terceiro protesto realizado nesta terça-feira (11) no centro de São Paulo, segundo estimativa de Policiais do BPTran (Batalhão de Trânsito).

Tensão
Marcado por tensão, o terceiro protesto contra o aumento da passagem terminou com detidos e oito policiais militares feridos. Os manifestantes iniciaram o ato na região da avenida Paulista com a rua da Consolação e depois caminharam até o centro de São Paulo.

Eles entraram em confronto com a PM na entrada do terminal Parque D. Pedro 2º, no centro de São Paulo. Um grupo teria tentado — sem sucesso — atear fogo em um ônibus, obrigando passageiros a deixar o coletivo desesperados. A Tropa de Choque jogou bombas de efeito moral e agrediu manifestantes.

Um repórter do portal R7  também foi agredido por um policial militar. Apesar de estar identificado por um crachá, o jornalista Fernando Mellis levou um golpe de cassetete nas costas. Dois jornalistas foram detidos.

O primeiro protesto aconteceu na quinta-feira (6) e começou no Teatro Municipal, no centro, e terminou na avenida Paulista. Os manifestantes entraram em confronto com a polícia e diversos atos de vandalismo foram registrados no percurso. O presidente do Sindicato dos Metroviários e outras 14 pessoas foram detidas.

No dia seguinte, o grupo se reuniu no largo da Batata, em Pinheiros, zona oeste de São Paulo, e partiu em caminhada pelas avenidas Brigadeiro Faria Lima e Rebouças até chegar à marginal Pinheiros. O protesto também teve momentos de tensão com a polícia, mas os atos de vandalismo não se repetiram na mesma proporção. Algumas pichações em ônibus e muros aconteceram.

Até a 0h20 desta quinta-feira (13), mais de 18 mil pessoas já tinham confirmado presença pela página do evento no Facebook.
 

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