Reabertura na cidade de São Paulo não começa no dia 1º, diz Covas

Retomada depende de validação da vigilância sanitária e aval da prefeitura. Na segunda-feira, começam negociações com entidades setoriais

Bruno Covas, prefeito de São Paulo

Bruno Covas, prefeito de São Paulo

Alice Vergueiro/Estadão Conteúdo - 15.05.2020

A reabertura gradual das atividades econômicas no estado de São Paulo começa a acontecer a partir de segunda-feira, 1º de junho, de acordo com o governo do estado de São Paulo. No entanto, na cidade de São Paulo, a data não marca a retomada das atividades, mas o início de negociações com setores autorizados a operar novamente. 

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“A partir do dia 1º nós vamos começar a receber as propostas de acordo setorial. Essas propostas vão ser validadas pela vigilância sanitária do município e, somente quando assinadas entre a entidade representativa do setor e a prefeitura, é que o setor vai poder reabrir na cidade de São Paulo”, detalhou Covas. “Nada a partir do dia 1º. A partir do dia 1º essa discussão começa a ser efetivada aqui na prefeitura de São Paulo”, disse o prefeito Bruno Covas.

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O Plano São Paulo, do governo do estado, criou uma classificação de cinco fases para a retomada. A cidade de São Paulo está na fase 2, de controle, em que podem ser reabertos, porém com restrições, escritórios, concessionárias, atividades imobiliárias. shopping centers e comércio.

As normas do Estado autorizam prefeitos a conduzir e fiscalizar a flexibilização de setores de acordo com as características locais. Os pré-requisitos para a retomada são a adesão aos protocolos estaduais de testagem e a apresentação de fundamentação científica para liberação das atividades.

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Em todos os 645 municípios do estado de São Paulo, a indústria e a construção civil seguem funcionando normalmente. A interdição total de espaços públicos, teatros, cinemas e eventos que geram aglomerações – festas, shows, campeonatos etc – permanece por tempo indeterminado. Não há previsão para a retomada de aulas presenciais no setor de educação e o retorno da capacidade total das frotas de transportes.