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São Paulo Retomada reduz isolamento e deixa ônibus e ruas mais cheios em SP

Retomada reduz isolamento e deixa ônibus e ruas mais cheios em SP

São Paulo completou um mês na fase amarela da pandemia neste domingo (26), período marcado por reabertura de parques, restaurantes e academias 

  • São Paulo | Gabriel Croquer*, do R7

Retomada aumentou média semanal de passageiros de ônibus em 27%

Retomada aumentou média semanal de passageiros de ônibus em 27%

ETTORE CHIEREGUINI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO - 09.06.2020

Há pouco mais de um mês, ao entrar na fase amarela de retomada das atividades econômicas, no dia 26 de junho, a cidade de São Paulo começou a autorizar a volta de restaurantes, academias, bares, parques, ambulantes e afrouxou restrições ao comércio de rua e outras categorias – que já estavam abertas desde o início de junho. 

Ao longo do processo, a capital registrou queda de 5 pontos percentuais nos índices de isolamento social, e aumento de 27% no número de passageiros de ônibus e 22% no total de carros nas ruas, na comparação das médias semanais desde o início de junho.

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É o que indicam dados coletados pelo SIMI (Sistema de Monitoramento Inteligente), sistema do governo estadual que monitora o isolamento social, a SPTrans (São Paulo Transporte) e a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) e consultados pelo R7.

Fase a fase

Antes de ser classificada na fase amarela, a cidade passou cerca de um mês na fase laranja do Plano São Paulo, válida em 1º de junho. Neste período, houve a retomada das primeiras atividades com restrições. Escritórios e concessionárias passaram a funcionar a partir do dia 5 de junho. O comércio de rua e o setor imobiliário, no dia 10. Os shoppings reabriram no dia seguinte, véspera do Dia dos Namorados.

Retomada em SP: relembre cada etapa da volta às atividades 

A fase amarela começou a vigorar na capital no dia 29 de junho. Bares e restaurantes foram autorizados a abrir as portas a partir do dia 6 de julho, assim como salões de beleza e barbearias. No dia 13, foi a vez dos parques e das academias reabrirem. Os food trucks e outros comércios ambulantes regulares puderam retomar o atendimento no dia 20.

Todas estas mudanças e seus protocolos são definidos pelo Plano São Paulo, do Governo do Estado, que determina se as regiões do estado poderão afrouxar ou restringir regras de isolamento social.  

Isolamento social

A taxa de isolamento social na cidade São Paulo teve queda de dois pontos percentuais na média semanal a partir do dia 6 de julho, quando bares e restaurantes voltaram a abrir – o índice passou de 47% para 45%. Com exceção dos domingos, em todos os dias a taxa de isolamento se manteve abaixo de 50%.

Os números compilados pelo SIMI apontam para uma queda progressiva desde o início da retomada econômica, em junho. Enquanto na primeira semana do mês passado a média de isolamento ficou em 50%, na semana de 19 a 25 de julho, marcou 45%. A variação equivale a mais 640 mil pessoas na rua.  

As sextas-feiras são os dias da semana com os piores números. Se avaliado apenas o mês de julho, há uma queda gradativa. Nas duas primeiras sextas-feiras do mês (dias 3 e 10) a taxa de isolamento ficou em 45%. Na terceira sexta do mês (dia 17), o índice caiu para 44% e na quarta sexta-feira do mês (dia 24), baixou para 42%. 

Ônibus e carros

A reabertura impactou também o transporte coletivo sobre rodas, que ganhou, em média, por volta de 300 mil pessoas a mais nas linhas. De uma média semanal de 1,04 milhão de pessoas registradas na primeira semana de junho, os ônibus da capital passaram a comportar cerca de 1,3 milhão de passageiros, em média, a partir da segunda semana de julho – um crescimento de 27%.

O volume de veículos também aumentou nas ruas da capital, saindo da média de 3,8 milhões na segunda semana de junho (os dados da primeira não estão disponíveis), para 4,8 milhões registrados na semana do dia 25 de julho – uma alta de 22%. As sextas-feiras são o dia de maior movimento, com picos de 6,1 milhões de veículos no dia 3 de julho, 6,3 milhões no dia 10 e 6,2 milhões nos dias 17 e 24. 

Outro lado

Em nota, a SPTrans afirma que desde o início da pandemia, a frota de ônibus disponível nas ruas sempre foi muito superior à demanda de passageiros. "A SPTrans informa que 3,3 milhões de passageiros eram transportados, em média, por dia útil, nos ônibus municipais diariamente antes da pandemia. A média no mês de julho está em 1,5 milhão de passageiros transportados por dia útil. A frota se manteve em 84%, totalizando 10.791 coletivos, enquanto a demanda de passageiros está próxima de 48%."

A empresa ainda diz que incorporou diversas novas práticas na rotina do sistema para aumentar a segurança dos motoristas, cobradores e passageiros. Além da limpeza mais pesada já realizada diariamente nas garagens em todos nos veículos, a higienização passou a ser feita também entre as viagens, nos terminais, principalmente nos locais onde há contato mais frequente dos passageiros, como balaústres, corrimãos e assentos. O uso de máscara também passou a ser obrigatório para todos. 

Já sobre os terminais municipais, a SPTrans reforça que eles vêm recebendo higienização para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. Desde o início da pandemia, plataformas, gradis, pistas de rolamento e áreas comuns estão tendo a limpeza complementada, passando por lavagens noturnas. 

A limpeza dos ônibus municipais em nove terminais passou a ser feita com a utilização de um equipamento Atomizador Elétrico Portátil para evitar a contaminação pelo novo coronavírus. 

*Estagiário do R7, sob supervisão de Clarice Sá

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