Coronavírus

São Paulo 'Saímos com a esperança elevada', diz Doria após reunião na Anvisa

'Saímos com a esperança elevada', diz Doria após reunião na Anvisa

Encontro na agência ocorre após presidente Bolsonaro cancelar a compra de 46 milhões doses da Coronavac, desenvolvida pelo Instituto Butantan

  • São Paulo | Do R7

Governador João Doria tem encontro com diretores da Anvisa, em Brasília

Governador João Doria tem encontro com diretores da Anvisa, em Brasília

Divulgação Governo de SP

O governador de São Paulo, João Doria, afirmou nesta quarta-feira (21), em Brasília, após encontro com autoridades da Anvisa, que deixa a reunião "com a esperança mais elevada". O encontro teve cerca de duas horas.

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"O governo do estado de São Paulo apoia as vacinas, a começar pela vacina que está sendo desenvolvida pelo Instituto Butantan. Não obstante, quero registrar nossa confiança na vacina da Fiocruz", afirmou o governador. Ele afirmou que o objetivo do governo de São Paulo é que a vacina desenvolvida pelo instituto seja distribuida pelo SUS e aplicada gratuitamente em toda a população brasileira e sua aplicação não se restrinja ao estado de São Paulo.

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"A visão do governo de São Paulo é a visão dos brasileiros. Não é uma visão parcial, local ou regional. Aqui na Anvisa temos o bastião da esperança dos brasileros. O papel histórico da Anvisa está em cumprir no melhor e menor tempo a aprovação das vacinas. Ela se transforma na esperança de 215 milhões de brasileiros que esperam a vacina e entendem que ela salva."

Ministério da Saúde

Doria disse ainda que recebeu uma carta assinada pelo ministro da Saúde, Eduardo Pazzuelo, que indica "com clareza" a decisão do Ministério da Saúde para aquisição de 46 milhões de doses da vacina do Butantan.

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"Obviamente que ela condiciona corretamente à aprovação da Anvisa. Mas a carta foi não só escrita, como assinada e tornada pública ontem (terça-feira, 20) na reunião do ministro Eduardo Pazzuelo com 24 governadores de estado", disse Doria.

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O governador paulista elogiou a posição do ministério da Saúde e classificou a atuação do ministro como "republicana, correta, técnica, amparada na estrutura do ministério da Saúde e numa visão de proteção à vida dos brasileiros."

A compra da vacina foi rejeitada nesta quarta-feira (21) pelo presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Segundo ele, "toda e qualquer vacina está descartada".

A afirmação foi feita em visita às instalações do CTMSP (Centro Tecnológico da Marinha) em Iperó, no interior de São Paulo. “Toda e qualquer vacina está descartada. Ela (vacina) tem que ter validade do Ministério da Saúde e certificação por parte da Anvisa”, disse o presidente.

Financiamento

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, que também participou da coletiva, afirmou que as 46 milhões de doses da Coronavac serão produzidas até o final deste ano e estarão disponiveis para o governo federal, caso ele opte por usá-las ou não. Em caso positivo, será possível promover campanha de vacinação em meados do ano que vem. 

"A questão será o financiamento que, neste momento, é uma questão crítica, porque obviamente as vacinas têm custo.  As vacinas serão produzidas e estarão disponíveis para o Brasil no final de dezembro desta ano. Resta saber quem é que vai financiar as vacinas", disse Covas. Segundo ele, um estudo clínico com mais de 9 mil voluntários está sendo realizado para testar a eficácia da vacina. A linha de produção já está certificada. 

Sobre a declaração do presidente, João Doria disse que enviou uma mensagem pacificadora e que está disposto a dialogar. "Não podemos politizar a pandemia e muito menos a vacina."

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