São Paulo presta homenagem a vítimas de megaexplosão no Líbano

Luzes com as cores da bandeira do país iluminaram prédios da capital na noite desta quarta (5). Desastre deixou ao menos 130 mortos e 5 mil feridos

Prédio da prefeitura, iluminado em homenagem a vítimas de tragédia no Líbano

Prédio da prefeitura, iluminado em homenagem a vítimas de tragédia no Líbano

WILLIAN MOREIRA / FUTURA PRESS / ESTADÃO CONTEÚDO - 05.08.2020

Na cidade de São Paulo, luzes com as cores da bandeira do Líbano homenagearam as vítimas da megaexplosão ocorrida no porto de Beirute na terça-feira (4). Pelo menos 130 pessoas morreram, 5 mil ficaram feridas e milhares, desabrigadas na tragédia. De acordo com o Itamaraty, uma brasileira ficou ferida.

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Na noite desta quarta-feira (5), quatro áreas públicas da cidade foram iluminadas com as cores oficiais libanesas: o edifício Matarazzo, sede da prefeitura, o viaduto do Chá e a biblioteca Mário de Andrade, no centro, e a ponte Octávio Frias de Oliveira, na zona sul.

Palácio dos Bandeirantes

Palácio dos Bandeirantes

Divulgação

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As luzes ficarão acesas por três dias, mesmo tempo de duração de luto oficial no país após o desastre. “Dessa forma a cidade de São Paulo presta as suas condolências e solidariedade a comunidade libanesa”, disse o prefeito Bruno Covas.

Veja fotos da tragédia em Beirute

Sede da Fiesp

Sede da Fiesp

Divulgação

Inicialmente, seriam projetadas luzes brancas, verdes e vermelhas. No entanto, a pedido do cônsul geral do Líbano em São Paulo, Rudy El Azzi, para evitar confusão com bandeiras de outros países, foi solicitado a iluminação apenas nas cores vermelha e branca "sem a utilização da cor verde uma vez que o cedro, presente na bandeira do Líbano, não seria reproduzido".

O Palácio dos Bandeirantes, sede do governo do estado, também foi iluminado. Na avenida Paulista, a bandeira foi projetada na sede da Fiesp (Federação das Indústrias do Estado de São Paulo).

Vivem no Líbano cerca de 20.000 brasileiros, principalmente na região conhecida como Vale do Bekka. Na força especial da Marinha, que opera no Libano, a UNIFIL, servem também aproximadamente 200 militares brasileiros.

Desastre

As imagens da explosão são impressionantes. Testemunhas afirmam que vidros voaram para todos os lados. Segundo o editor da da Sky News no Oriente Médio, Zein Ja'far, todas as janelas ao redor do acidente foram destruídas. 

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Em um primeiro momento foi registrado um foco de incêndio com uma enorme coluna de fumaça, onde é possível ver fogos de artifício explodindo. Em seguida uma explosão muito maior foi registrada por vários moradores usando celulares.

Nesta quarta-feira, moradores de Beirute passam o dia vasculhando os destroços. Veja fotos: