São Paulo tem 48 presos isolados com suspeita de coronavírus

Detentos que aguardam resultados de testes. Administração Penitenciária afirma que 56 servidores também estão afastados e tem um caso confirmado

Presídios de SP tem 48 presos em isolamento

Presídios de SP tem 48 presos em isolamento

Márcio Neves/R7

O sistema carcerário de São Paulo tem 48 detentos em isolamento aguardando resultados de testes para apontar possíveis contaminações com o novo coronavírus, segundo a SAP-SP (Secretaria de Administração Penitenciária do Estado de São Paulo).

De acordo com a pasta, não há nenhum caso confirmado entre detentos em presídios paulistas. No entanto, um servidor do sistema carcerário foi diagnosticado com covid-19 e outros 56 funcionários foram afastados de suas funções com suspeita.

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A SAP-SP afirma que quando há suspeita que um preso foi contaminado pelo novo coronavírus, há um isolamento do detento e a Vigilância Epidemiológica local é informada.

Após o isolamento, "os servidores que estarão em contato com o paciente, sejam da área de segurança ou saúde, deverão usar mecanismos de proteção padrão como máscaras e luvas descartáveis".

Caso o teste dê positivo para a covid-19, ainda conforme a secretaria, o preso será mantido na enfermaria durante todo o período de tratamento, além de seguir os protocolos padrões.

Como medida de prevenção, a secretaria que administra os presídios paulistas afirma que adota as medidas de higiene e distanciamento indicados pelos órgãos de saúde, além de uma série de medidas, como suspensão de atividades coletivas, intensificação de limpeza e restrição de acessos de pessoas.

A pasta ainda afirma que "foi determinada a quarentena para os presos que entram no sistema prisional: realizado o monitoramento dos grupos de risco". De novidade no sistema, a secretaria diz que adquiriu termômetros infra vermelho e de oxímetro digital portátil

Também está sendo distribuído aos presos, segundo a SAP-SP, produtos de higiene, álcool em gel e sabonete e EPIs (Equipamentos de Proteção Individual), e as refeições estão sendo feitas em horários alternados e com filas com distância de 1,5 m.

Em carta, preso demonstra medo de coronavírus

Em carta, preso demonstra medo de coronavírus

Reprodução

Uma carta de preso obtida pela reportagem, no entanto, sugere que a situação não está como a secretaria descreve.

"Não estamos tendo suporte médico, vários parceiros com sintomas, e se chegar aqui esse coronavírus vai ser drástico, não tem nem atendimento devido na enfermaria", diz trecho da carta.