'Se é para ouvir a ciência, não libera ninguém', diz Orlando Morando

Decisão por reabertura na capital desagradou o prefeito de São Bernardo do Campo. Também tucano, ele criticou João Doria e Bruno Covas

'Se é para ouvir a ciência, não libera ninguém', diz prefeito de São Bernardo

'Se é para ouvir a ciência, não libera ninguém', diz prefeito de São Bernardo

Reprodução / Facebook Orlando Morando

A decisão por uma reabertura na cidade de São Paulo desagradou aliados da Região Metropolitana. Também tucano, o prefeito de São Bernardo do Campo, Orlando Morando, um dos principais aliados do governo estadual, criticou o governador João Doria e o prefeito de São Paulo, Bruno Covas (PSDB).

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"A Região Metropolitana têm 39 cidades incluindo a capital, administrada por uma diretoria regional de saúde. Se você pegar o número de leitos para covid-19 das 39 cidades e dividir pelo número de habitantes, todos ficam em um índice vermelho (de alerta máximo)", afirmou Morando ao Estadão.

"Se é para tirar a capital da Região Metropolitana, tem de tirar também São Bernardo - o meu número de disponibilidade (de leitos) é muito maior que na capital."

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Ele afirma ainda que os consumidores vão ter a opção de frequentar o comércio paulistano, mas não o de sua cidade. O prefeito defende que ou todas as cidades da região sejam consideradas na faixa vermelha, ou que todos se separem de vez. "Por que aí não estão ouvindo a ciência", argumentou. "Se é para ouvir a ciência, não é para liberar ninguém da Região Metropolitana", defendeu.

Procurado pelo Estadão, o governo paulista afirmou que o comitê de contingenciamento irá avaliar o pleito de municípios da Região Metropolitana. "O modelo heterogêneo delimita uma análise específica de cada uma das regiões", afirmou o secretário de desenvolvimento regional do governo João Doria, Marco Vinholi.