Coronavírus

São Paulo Se Pazuello não confirmar compra, SP vai exportar CoronaVac

Se Pazuello não confirmar compra, SP vai exportar CoronaVac

Presidente do Butantan disse que não houve contato do Ministério da Saúde para garantir mais 54 milhões de doses disponíveis

  • São Paulo | Do R7, com informações da Agência Estado

Doses de CoronaVac

Doses de CoronaVac

Sebastião Moreira/EFE - 21.01.2021

O Instituto Butantan avalia exportar um lote de 54 milhões de doses da CoronaVac caso o Ministério da Saúde não sinalize, até a próxima semana, o desejo de compra dos imunizantes. A afirmação é do presidente do instituto, Dimas Covas, que participou nesta quarta-feira (27), de entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, na zona sul de São Paulo. 

Segundo Covas, a equipe do ministro Eduardo Pazzuello ainda não fez contato para tratar do tema. "É importante frisar mais uma vez que nosso contrato com Ministério da Saúde é de 46 milhões de doses. Nós não temos contrato adicional. Estamos aguardando uma manifestação do Ministério da Saúde em relação a um aumento do contrato para 54 milhões de doses adicionais, mas ainda não tivemos nenhum aceno nesse sentido", afirmou. 

Covas se disse preocupado com a situação e disse que na semana que vem começará a fechar contrato com outros países, começando pela Argentina. "Isso me preocupa um pouco porque tá na hora de decidir e se demorarmos não vamos de fato conseguir ampliar este número. O Butantan tem contratos com outros países. Tem já acordos de entrega de vacinas pra outros países e, se o Brasil declinar dessas 54 milhões, nós vamos obviamente prioriar os demais países com os quais nós temos acordo".

Pelo contrato que o Butantan fez com o ministério, foram vendidas 46 milhões de doses, com entrega até abril. Mas o Butantan tem com a parceira chinesa Sinovac, fabricante da vacina, um acordo para a compra de mais 54 milhões de doses. Se o governo brasileiro não comprar, o Butantan terá de vender o produto para outros clientes. A Argentina já teria procurado o instituto, segundo Covas.

Em nota, o Ministério da Saúde afirmou que "sobre o contrato é importante ressaltar o item 1.6, onde está escrito “É concedida à contratante (o Ministério da Saúde) a opção de adquirir mais 54 milhões de doses de vacinas em cronograma a ser definido, apresentando seu interesse no prazo de até 30 dias após a entrega da última parcela, prevista na cláusula segunda. 1.7. Em caso de a contratante desistir da cláusula 1.6, a contratada fica desobrigada da cláusula 1.3 do contratado".

Sobre o ofício, o Ministério da Saúde informa que irá se pronunciar no prazo oficial do contrato.

Doria anunciou que uma nova remessa de insumos para a produção de mais doses da vacina contra a covid-19, produzida pelo Instituto Butantan, deve chegar da China no próximo dia 3 de fevereiro. O Estado contabiliza pouco mais de 212 mil pessoas que receberam a primeira dose da Coronavac, a vacina produzida pelo Butantan a partir dos insumos da chinesa Sinovac.

São Paulo continua em uma nova fase da quarentena, com ordem para que todo o comércio não essencial do Estado feche após as 20 horas nos dias úteis e em todos os horários do fim de semana. Esse esquema especial, anunciado no dia 22, deve durar ao menos até o dia 8 de fevereiro.

Na coletiva, o secretário estadual de Educação, Rossieli Soares, anunciou também que, a partir do dia 1º, as escolas estaduais serão abertas no horário do almoço para oferecer merenda aos alunos mais vulneráveis da rede, uma medida que pretende oferecer refeição para 750 mil dos cerca de 3,5 milhões de alunos da rede.

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