Sem contratos, motoristas de vans escolares fazem protesto em SP

Em meio à pandemia, categoria teve trabalho suspenso pela prefeitura. Condutores pedem auxílios e linha de crédito para enfrentar a crise

Dezenas de condutores de vans se concentraram em pátio de Carapicuíba

Dezenas de condutores de vans se concentraram em pátio de Carapicuíba

Reprodução / Arquivo Pessoal

Motoristas do transporte escolar realizam manifestação contra a suspensão dos contratos com vans escolares em diversas cidades da região metropolitana de São Paulo e também em alguns pontos da capital na manhã desta sexta-feira (1º).

O ato teve início às 9h. As vans partiram de diversos pontos da Grande São Paulo e da capital com destino a avenida Paulista, na região central, onde os manifestantes pretendem ficar concentrados em frente à Febraban (Federação Brasileira de Bancos).

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Os pontos de partida centrais da manifestação estão zona norte, próximo ao Campo de Marte, e em Carapicuíba, na região metropolitana de São Paulo. Os motoristas pretendem passar por pontos importantes, como a Escola Politécnica da USP e por outras cidades, como Barueri.

Segundo um dos organizadores, os motoristas reivindicam um posicionamento sobre a postergação de financiamentos, taxas, auxílios e linha de crédito para que a categoria consiga enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

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Imagens registradas por condutores mostram dezenas de vans escolares enfileiradas em uma rua da zona norte da capital, a espera do início da manifestação. Em outro vídeo, é possível identificar outras vans em um pátio de Carapicuíba.

A Polícia Militar não possui nenhum chamado para manifestação pública até o momento.

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O caso

A Prefeitura de São Paulo suspendeu os contratos com as vans do Programa de Transporte Escolar Gratuito, que entrou em vigor na última terça-feira (28). De acordo com o prefeito Bruno Covas, a medida valerá enquanto durar a situação de emergência na cidade.

A decisão da suspensão foi tomada em conjunto com as secretarias de Mobilidade e Transporte e de Educação. Os contratados irão receber uma ajuda compensatória mensal, com pagamento da metade do valor por aluno nesse período.