São Paulo Sessão da Alesp para discutir Previdência é marcada por confusão

Sessão da Alesp para discutir Previdência é marcada por confusão

Deputadas de partidos da oposição estendem faixas contra falas do presidente da Casa, Cauê Macris (PSDB), durante sessão desta quarta (19)

  • São Paulo | Do R7

Parte da bancada feminina protesta por falas do deputado Cauê Macris (PSDB)

Parte da bancada feminina protesta por falas do deputado Cauê Macris (PSDB)

Rogério Cavalheiro

A sessão realizada na Alesp (Assembleia Legislativa de São Paulo) na noite desta quarta-feira (19) para debates de pontos da PEC (Proposta de Emenda Constitucional) em preparação para a votação em segundo turno da reforma previdenciária do Estado — aprovada em primeira votação — foi marcada por bate-boca e protestos.

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Deputadas — especialmente de partidos da oposição — se revoltaram com atitudes que consideram machistas do presidente da Casa, Cauê Macris (PSDB).

"O deputado Cauê tem tido várias atitudes machistas. Por exemplo: interrompeu falas de deputadas, o que não é permitido pelo regimento. Mas, além disso, as falas rasteiras de deputados da base são de arrepiar", disse a deputada Beth Sahão (PT).

O deputado Cauê Macris afirmou que se tratou de uma manobra de baixo nível. “Lamento o jogo de baixo nível de alguns parlamentares para tentar impedir a votação do 2º turno da reforma da previdência que já foi aprovada por 57 parlamentares em 1º turno", disse.

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Denúncia de agressão

O deputado Wellington Moura (PRB), afirmou que foi agredido por Teolinio Barba (PT) durante discussão no plenário da Casa. O parlamentar prometeu tomar providências contra a atitude do colega.

"Isso é a forma que os deputados do PT nos tratam. Tudo para impedir que venhamos aqui para votar a reforma da Previdência", frisou Wellington Moura em um vídeo publicado em suas redes sociais.

Os trabalhos da Alesp também foram acompanhados por grupos do funcionalismo público. Os servidores têm críticas em relação a pontos da reforma previdenciária paulista. A mobilização foi classificada como fundamental pela deputada Professora Bebel (PT).

"Mais uma vez, os servidores compareceram à Assembleia para barrar essa reforma da previdência absurda. A mobilização do funcionalismo tem sido fundamental, tanto que o governo terminou 2019 sem conseguir votar a proposta. Os professores entraram em greve e lotaram a galeria noite após noite", ressaltou.

A parlamentar lembrou também a liminar obtida pela Apeoesp (Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo) que suspende a tramitação da PEC. "Tudo isso pressionou os deputados, mesmo da base, tanto que, ontem, conseguiram uma vitória mais do que apertada na votação em primeiro turno", complementou a deputada Professora Bebel.

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