Cracolândia
São Paulo 'Só ouvi o zunido', diz GCM sobre tiros em ação na Cracolândia, em SP

'Só ouvi o zunido', diz GCM sobre tiros em ação na Cracolândia, em SP

Tumulto ocorre em operação na tarde desta quinta (9) no entorno da Rua Helvétia, centro de São Paulo. Uma pessoa foi baleada, segundo a Guarda Civil

Cracolândia

Dois confrontos entre usuários de drogas e GCMs foram registrados nesta terça (9)

Dois confrontos entre usuários de drogas e GCMs foram registrados nesta terça (9)

Bruno Rocha/FOTOARENA/Estadão Conteúdo - 23.08.2018

Uma unidade da GCM (Guarda Civil Metropotina) foi alvo de tiros durante blitz realizada na tarde desta quinta-feira (9) na Cracolândia. Trata-se do segundo confronto do dia no entorno da Rua Helvétia, tradicional ponto de concentração de moradores de rua e usuários de drogas na região central de São Paulo.

"Estão atirando na Guarda agora. Estão dando tiros na gente. Só ouvindo os tiros passando. Confronto na Cracolândia", disse um integrante da Iope (Inspetoria de Operações Especiais), em mensagem compartilhada no WhatsApp.

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Cápsulas no chão após disparos na Cracolândia

Cápsulas no chão após disparos na Cracolândia

Reprodução/GCM

De acordo com a GCM , os disparos ocorreram em frente à Estação Júlio Prestes da CPTM. Uma mulher que foi baleada na confusão e socorrida pela Guarda Civil.

Tumulto em apreensão de drogas

A prisão de dois usuários e apreensão de uma mochila com drogas, efetuada durante o período da manhã, também provocou tumulto na Rua Helvétia, tradicional ponto de concentração de usuários de drogas no centro da capital paulista. Uma pedra foi arremessada na direção dos GCMs e feriu um dos integrantes da corporação no rosto.

População em pânico

Moradores da região estão aterrorizado pelos constantes confrontos ocorridos no entorno da Rua Helvétia.

"De manhã, eles fizeram um arrastão para assaltar um rapaz que estava indo trabalhar com roupa social. Vários bateram no rapaz com pau e socos. Depois, apareceu a polícia. Aí, eles saíram quebrando tudo: carros, lojas, vidros", revelou uma moradora que prefere não se identificar por medo de represálias.

"Agora, eles estão surrtados. Montaram uma barraca na Duque de Caxias. Estão vendendo e usando drogas. O pessoal com medo de voltar para casa. Quem está dentro quer sair, mas não pode. Quem está fora, tem medo de retornar", desabafou a moradora.

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