Novo Coronavírus

São Paulo SP: 22% dos casos confirmados de covid-19 exigiram internação 

SP: 22% dos casos confirmados de covid-19 exigiram internação 

Segundo o Comitê de Contingência, a taxa de ocupação de leitos de UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) está em 66,9% em todo o estado

SP tem 37.853 casos reportados pela Secretaria Estadual de Saúde

SP tem 37.853 casos reportados pela Secretaria Estadual de Saúde

Amanda Perobelli/Reuters

O estado de São Paulo é o mais afetado pela pandemia de covid-19 no Brasil. Levantamento do R7, com base em informações do Painel Coronavírus, do Ministério da Saúde, indica que dos 37.853 casos confirmados da doença reportados pela Secretaria Estadual de Saúde, 8.469 pacientes — cerca de 22% do total de ocorrências— exigiram internação hospitalar. O estado também acumula 3.206 mortes pela infecção provocada pelo novo coronavírus, de acordo com o balanço divulgado pelo Estado nesta quinta-feira (7). 

Segundo o Comitê de Contingência, a taxa de ocupação de leitos de UTIs (Unidades de Tratamento Intensivo) está em 66,9% em todo o território. Já na Região Metropolitana da Capital, o índice está próximo a 90% da capacidade. Há, no entanto, uma diferença entre os dados apresentados pelo governo federal e as informações contabilizadas pelas autoridades paulistas que, por considerarem os casos suspeitos, indica que há 3.767 pessoas em UTIs e 5.919 em enfermarias. 

O índice de hospitalizações é 85% maior do que vem sendo observado no Rio de Janeiro, que acumula 1.318 internações de pessoas diagnosticadas. O estado fluminense, que tem 13.295 registros e 1.205 vítimas fatais, é o segundo mais atingido pela crise sanitária. A situação, aliás, levou o governador do Rio, Wilson Witzel, a se reunir por videoconferência com autoridades de saúde para discutir a possibilidade de decretar “lockdown” (bloqueio total) para a contaminação, medida recomendada oficialmente pela Fiocruz Fundação Oswaldo Cruz).

Em São Paulo, cidade que concentra o maior número de casos e mortes, um decreto da Prefeitura que regulamentou ações de proteção de saúde e de assistência social estabeleceu, entre outras coisas, a possibilidade do secretário de Saúde de “requisitar os leitos ociosos da rede privada para uso de pacientes do SUS (Sistema Único de Saúde)” durante o período de maior risco de proliferação da  doença. 

Brasil acumula 8.536 mortes por covid-19, diz Ministério da Saúde

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Amanda Perobelli/Reuters

Um estudo da Fiocruz identificou que a transmissão já se espalhou por 71,5% das regiões brasileiras e avança com velocidade às cidades do interior. A pesquisa, que utilizou dados do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), identificou os deslocamentos intermunicipais da população que busca atendimento médico. Entre as regiões analisadas, que somam 100 mil a 500 mil habitantes, aproximadamente 92% já registraram a presença do vírus e 39,6%, óbitos. 

A tendência, inclusive, foi confirmada por Dimas Covas, diretor do Instituto Butantan e membro do comitê, que confirmou hoje, durante coletiva de imprensa no Palácio dos Bandeirantes, que, há 50 dias, apenas dez cidades apresentavam infectados. "Olha a progressão dessa epidemia quando você olha o conjunto do estado. Não existe nenhuma região protegida. Neste momento, a onda epidêmica está se distribuindo por todos os municípios do estado”, disse.

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