São Paulo SP adota programa Sinal Vermelho contra a violência doméstica

SP adota programa Sinal Vermelho contra a violência doméstica

Vítimas de agressão poderão denunciar abusos mostrando um “X” na palma da mão em mais de 10 mil farmácias da campanha

  • São Paulo | Do R7

Governo de SP adere ao programa Sinal Vermelho contra a violência doméstica

Governo de SP adere ao programa Sinal Vermelho contra a violência doméstica

Divulgação / Governo de SP

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), assinou nesta sexta-feira (20) o termo de adesão ao programa Sinal Vermelho contra a violência doméstica. A ação incentiva mulheres a denunciarem situações de agressões familiares mostrando um “X” escrito na palma da mão.

“Um compromisso do governo do estado com a defesa e a igualdade das mulheres”, afirmou Doria.

A campanha tem como proposta oferecer às mulheres um canal silencioso de denúncia e conta com a adesão de mais de 10 mil farmácias em todo o Brasil. Ao visualizar o sinal na palma da mão, o atendente deverá acionar as polícias Militar e Civil para acolhimento e assistência da vítima, que terá resguardado seu direito ao sigilo e à privacidade em todo o processo.

O programa foi lançado pelo CNJ (Conselho Nacional de Justiça) em parceria com o Conselho Nacional do Ministério Público, a Associação dos Magistrados Brasileiros, o Instituto Mary Kay e a Associação Brasileira de Rede de Farmácias e Drogarias.

“A iniciativa visa fortalecer a implementação da Lei Maria da Penha em território nacional e reduzir a desigualdade de gênero e os índices de violência, além de garantir e proteger os direitos humanos de mulheres e meninas em situação de violência”, disse o secretário da Justiça e Cidadania, Fernando José da Costa.

Agressão a cada dois minutos

De acordo com o Fórum Nacional de Violência Pública, uma mulher é agredida a cada dois minutos no país. A ONU (Organização das Nações Unidas) elencou a Lei Maria da Penha como a terceira melhor do mundo para evitar e punir a violência de gênero. Ainda assim, o Brasil é o quinto país que mais mata mulheres.

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