SP: Brasilândia é bairro com maior número de mortes por covid-19 

Novo coronavírus avança principalmente nas comunidades. Mortalidade entre quem tem menos de 60 anos é maior na periferia do que nas regiões centrais

Mortalidade é mais alta em bairros da periferia de SP

Mortalidade é mais alta em bairros da periferia de SP

Reprodução/Record TV

O novo coronavírus avança principalmente nas comunidades da cidade de São Paulo, de acordo com levantamento da prefeitura com dados coletados até o dia 23 de abril. Entre bairros com o maior número de mortes, os três primeiros são da periferia. São 31 mortos na Brasilândia, na zona norte, 25 em São Mateus e 23 em Sapopemba, ambos na zona leste.

Saiba como se proteger e tire suas dúvidas sobre o novo coronavírus

A mortalidade entre os que têm menos de 60 anos é maior na periferia do que nas regiões mais centrais. Em bairros de classe média e áreas nobre de São Paulo, 90% das mortes são de pessoas com mais de 60 anos. Já em regiões carentes, esse percentual só é atingido se somarmos as pessoas com mais de 40 anos de idade.

Adesão ao isolamento social e uso de máscaras de proteção são raros. A população de baixa renda sai de casa, pois precisa trabalhar. Além disso, os bailes funk continuam a atrair multidões aos finais de semana, contribuindo com a disseminação da doença. Sem contar a fila na porta do banco em busca do auxílio emergencial de R$ 600. 

A maior alta no número de infectados foi registrada no Capão Redondo, na zona sul, 113%. Na sequência vem o Jardim Helena, na zona leste, com 86%. Em terceiro lugar, o bairro de Pedreira na zona sul, com alta de 72%, e Ermelino Matarazzo, com 68%. Bairros como Jaçanã, Parque São Rafael, Itaim Paulista, Lajeado e Sapopemba também tiveram aumento de mais de 50%.

A prefeitura de São Paulo vai prorrogar a quarentena e tornar obrigatório o uso de máscaras no transporte público a partir da próxima segunda-feira (4) na tentativa de conter a disseminação do novo coronavírus na capital.