Novo Coronavírus

São Paulo SP: cidades turísticas do interior barram entrada de excursões

SP: cidades turísticas do interior barram entrada de excursões

Prefeituras temem disseminação de novas variantes do coronavírus. Veja as cidades que adotarão restrições

Agência Estado
Cidades vão adotar restrições mais rígidas para o comércio e para a entrada de turistas

Cidades vão adotar restrições mais rígidas para o comércio e para a entrada de turistas

MIGUEL PESSOA/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO

Cidades turísticas do interior de São Paulo estão proibindo a entrada de visitantes com medo das variantes do novo coronavírus que já circulam pela região. Além de fechar o comércio, as prefeituras voltaram a instalar barreiras para controlar o acesso de pessoas de fora. Ônibus e vans de excursões não passarão pelos bloqueios. A preocupação é com o feriado de Corpus Christi, que cai no dia 3 de junho.

Em Porto Ferreira, conhecida como a capital da cerâmica artística do estado, um decreto proíbe, a partir de segunda-feira (31) a entrada de excursões e fecha o comércio nos fins de semana para evitar a entrada de turistas.

A cidade recebe 60 mil visitantes por mês, atraídos pela produção de 70 indústrias cerâmicas que produzem 3 milhões de peças por ano. O fechamento vale por dez dias e pode ser prorrogado. Em caso de infração, a multa é de R$ 4,4 mil. O município está no centro de uma pesquisa da Universidade Estadual Paulista (Unesp) que detectou a circulação da variante P.4 do coronavírus na região.

A prefeitura de Ibitinga, reconhecida como "capital nacional do bordado", fechou a cidade para os turistas até 7 de junho. Um decreto suspendeu o atendimento presencial no comércio em geral e também nas dezenas de lojas que atendem os visitantes.

Com a suspensão da tradicional feita do artesanato, realizada nos fins de semana, o decreto proibiu também a entrada de vans e ônibus com passageiros em finalidade turística no município.

Quarentena

Em Caconde, estância climática, o prefeito João Felipe (PSDB) disse que vai publicar um decreto ainda esta semana com medidas para reduzir aglomerações e a transmissão de vírus. Haverá barreiras para desestimular a entrada de visitantes. O comércio não essencial será fechado e haverá regras para a ocupação da rede hoteleira.

A prefeitura de Águas da Prata, estância hidromineral, vai vetar a entrada de excursões para conter uma possível entrada de novas cepas do vírus, como a P.4 e a variante indiana.

Barreiras

Em Serrana, a prefeitura instalou barreiras sanitárias nos principais acessos para impedir a entrada de visitantes. A cidade ficou conhecida por ter feito a vacinação em massa da população em projeto desenvolvido pelo Instituto Butantan.

De acordo com a prefeitura, a medida leva em conta que Ribeirão Preto e outras cidades vizinhas adotaram o lockdown, gerando um fluxo de pessoas a Serrana, onde o comércio permanece aberto.

O temor é de que o contato da população com moradores de fora, não imunizados, possa afetar a curva de transmissão do vírus, em queda desde a aplicação da segunda dose da vacina Coronavac. Há ainda o risco de que os visitantes disseminem variantes do vírus entre os moradores. As barreiras vão funcionar enquanto durar o lockdown em Ribeirão Preto.

Cruzes

Em Sorocaba, quem chegou ao centro pela Avenida Dom Aguirre, o principal acesso, na manhã de sexta-feira (28), deu de cara com 180 cruzes fincadas na Praça Lions.

Integrantes do Fórum de Luta em Defesa da Vida, composto por ativistas independentes, sindicatos e movimentos sociais, organizaram a manifestação para homenagear as mais de 1,8 mil mortes já registradas na cidade durante a pandemia.

"Cobramos maior responsabilidade das autoridades públicas na gestão da pandemia, vacina para todos e auxílio emergencial digno", diz manifesto divulgado pelo grupo.

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