São Paulo SP cobra Anvisa por liberação de doses da CoronaVac interditadas

SP cobra Anvisa por liberação de doses da CoronaVac interditadas

Governo diz que enviou na manhã desta quarta-feira (8) informações pendentes à Anvisa sobre doses interditadas

  • São Paulo | Do R7

Governo de SP diz que enviou informações pendentes à Anvisa sobre doses interditadas

Governo de SP diz que enviou informações pendentes à Anvisa sobre doses interditadas

Governo do Estado de São Paulo - 03.09.2021

O governador João Doria (PSDB) cobrou nesta quarta-feira (8) da Anvisa a liberação das doses interditadas da vacina contra a covid-19, a CoronaVac. Segundo o governador e o diretor do Instituto Butatan, Dimas Covas, as informações pendentes foram encaminhadas à Anvisa na manhã desta quarta-feira. 

"São Paulo não registrou nenhuma interocorrência com vacinas da CoronaVac aplicadas de lotes suspensas pela Anvisa. Todas as doses da vacina do Butantan passaram por rigoroso controle. A qualidade da vacina CoronaVac é incontestável, a própria Anvisa já se pronunciou nesse sentido", afirmou Doria.

"A CoronaVac é eficaz e segura. Aguardamos a liberação deste novo lote de vacinas que chegou ao Brasil para a aplicação na população do país, essa aprovação deverá ser feita com a Anvisa. Não há mais nenhuma pendência, as informações que a Anvisa solicitou foram encaminhadas nessa manhã pelo Instituto Butantan."

O secretário estadual de saúde, Jean Gorinchteyn, afirmou que todas as doses passam por um rígido controle de qualidade. "A população pode ficar absolutamente tranquila em relação a esse lote que foi suspenso pela Anvisa. Todas as doses passaram por um rígido controle de qualidade seja pelo Butantan seja pelo Instituto Nacional de controle de qualidade para serem distribuídos pelos municípios. Orientamos os municípios que tem esses dispositivos de doses que continuem acompanhando os pacientes e nenhum apresentou qualquer reação mínima", disse. 

Gorinchteyn disse também que os dados pendentes foram encaminhados à Anvisa para dar celeridade ao processo de liberação das doses interditadas. 

O diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, disse que desde a última semana o instituto trabalha junto à Anvisa para regularizar os lotes quarentenados. "Esses lotes foram produzidos na fábrica da Sinovac que produz todas as suas vacinas, ele foi submetido ao controle de qualidade dos laboratórios que a Sinovac usa e todas elas credenciadas pela Anvisa. A Sinovac propos várias linhas de envase e este último lote foi envasado em uma nova fábrica da Sinovac que não foi visitado pela Anvisa. Isso criou a necessidade de essa nova unidade ser visitada pela Anvisa", explicou Covas.

Segundo ele, não há impacto na qualidade das doses produzidas. "Existe esse procedimento documental que será acertado brevemente com a regularização dos lotes. É a vacina mais segura do mundo. Esse relatório já foi produzido pela China e foi encaminhado à nossa Anvisa. Um bilhão de pessoas tomaram essa vacina e mostram o melhor perfil de segurança nas pessoas que utilizaram."

"Temos abundantes dados em relação à eficiência da vacina principalmente contra as novas variantes, sobretudo, a Delta. Países que utilizaram essa vacina não estão tendo a prevalência da Delta", afirmou. Dimas Covas ressaltou também que a vacina CoronaVac também pode ser utilizada em crianças. "Esse lote será liberado rapidamente junto à Anvisa", disse. "Vamos entregar os 100 milhões de doses ao Ministério até a próxima semana", afirmou Covas. 

O secretário de saúde atualizou os números da pandemia no estado de São Paulo. A taxa de ocupação no estado é de 33% e na Grande São Paulo, de 35%. Segundo Gorinchteyn, isso representa menos de 10.400 pacientes internados em relação aos números de abril, no pico da primeira onda da pandemia. 

Nesta semana epideminológica, houve o registro de uma diminuição de 7,5% nos casos, queda de 13,7% nas internações e decréscimo de 21,8% nas mortes.

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