SP: Colombianos ainda aguardam resgate no aeroporto de Guarulhos

Estimativa de ONGs que prestam apoio humanitário varia entre 180 e 260 pessoas que moram no aeroporto desde maio, por causa da pandemia

Cerca de 30 colombianos embarcaram de volta a seu país nesta quarta (10)

Cerca de 30 colombianos embarcaram de volta a seu país nesta quarta (10)

Divulgação

Mais de 180 colombianos ainda residem no aeroporto de Guarulhos, Grande São Paulo, enquanto aguardam a volta para seu país por dificuldades financeiras enfrentadas no Brasil.  Mesmo tendo recebido proposta da secretaria de Assistência Social de Guarulhos e de São Paulo para se hospedar em albergues durante a pandemia da covid-19, muitos imigrantes continuam no local, em protesto, exigindo de seu governo a volta gratuita para sua terra natal.  

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Procurado pelo R7 o consulado da Colômbia não respondeu até a publicação desta matéria. Em nota publicada nesta quinta-feira (11), o órgão afirmou que já marcou um voo de resgate no Brasil para o dia 28 de junho, operado por linhas aéreas comerciais. No anúncio, o órgão avisa que o pagamento deste voo terá que ser feito pelos passageiros.

Duas iniciativas que prestam apoio social à comunidade estimam os números expressivos. O Conectados do Terceiro Setor, que reúne ONGs e empreendimentos sociais de São Paulo, considera que cerca de 260 ainda estão no aeroporto. O projeto G10Favelas, representado por líderes da comunidade de Paraisópolis, estima cerca de 180.    

Nesta quarta-feira (10), um grupo com cerca de 30 imigrantes foi enviado de volta à Colômbia.  Outras 33 pessoas vão embarcar no dia 17 deste mês, segundo o Ricardo Martins, um dos líderes do Conectados do Terceiro Setor, que ajudou a pagar as passagens. Ele explica que, com este embarque, a maior parte das mulheres e crianças entre os imigrantes estará em casa. 

"Tem um grupo grande que fica no terminal 2, nos portões B e C. E tem outro grupo, que estamos atendendo desde o início, que fica no D e no E. Atualmente só está na D. Única coisa que tem muito parecido é que são colombianos, mas são muitos diferentes um do outro. Este grupo da D e da E é mais família", disse. De acordo com Martins, a maioria dos imigrantes que fica nos portões B e C, mais lotado de pessoas, é homem, enquanto o outro grupo é formado por mulheres e crianças.   

Entre outras iniciativas que atuam no local, os dois projetos estão prestando apoio aos moradores do local com doações de alimentos, cobertores, além de angariar fundos para pagar pela viagem dos refugiados. 

*Estagiário do R7, sob supervisão