SP considera ‘rodízio de estudantes’ em plano gradual de volta às aulas 

Rossieli Soares, secretário de Educação, detalhou os cenários que estão sendo analisados pelo governo para a retomada das atividades de ensino

Plano de retomada gradual das aulas foi apresentado nesta sexta-feira (24)

Plano de retomada gradual das aulas foi apresentado nesta sexta-feira (24)

Divulgação/Governo de SP - 16.04.2020

O governo de São Paulo analisa a possibilidade de estabelecer uma espécie de "rodízio de estudantes", a partir de julho, em retomada gradual das aulas.  A intenção consta no chamado "Plano São Paulo", um conjunto de medidas que está em desenvolvimento para a reabertura das atividades econômicas e sociais a partir do dia 11 de maio. 

A informação foi antecipada nesta sexta-feira (24) por Rossieli Soares, secretário de Educação, que afirmou ainda que todas as decisões serão tomadas levando em consideração as recomendações do Comitê de Contingência do Coronavírus e da Secretaria Estadual de São Paulo. 

De acordo com o secretário, todos os protocolos estão sendo construídos em parceria com a Undime (União dos Dirigentes Municipais de Educação), universidades estaduais e, ainda, instituições privadas de ensino.

"O critério geográfico também será observado. Sempre observando o distanciamento social, a higiene, sanitização de ambientes, comunicação e monitoramento de tudo isso", completou.

Ensino fundamental e médio

"Para ensino fundamental e médio, e posso dizer também para o ensino superior, nós estamos trabalhando a volta em forma de rodízios. Numa possível liberação, possível porque dependerá exclusivamente de decisão das autoridades de saúde", disse o secretário. 

Uma redução no número de turmas também está prevista no plano. Segundo o governo, o objetivo é garantir que, mesmo com o retorno presencial, os alunos tenham condições de colocar em prática o distanciamento social — essencial para a diminuição da velocidade de transmissão do novo coronavírus

Superior

Uma das maiores preocupações do governo do estado é com a data de inscrições para os vestibulares. As estaduais, por exemplo, já adaptaram os calendários e prazos por conta das medidas de restrição estabelecidas pelo governador João Doria. “Esse poderia ser o primeiro grande prejuízo aos estudantes”, afirmou Rossieli Soares.

O secretário também criticou o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que manteve o encerramento das inscrições para o dia 22 de maio. De acordo com ele, existe a possibilidade de haver adiamento nas datas dos vestibulares, mas o foco no momento são as inscrições.

Ensino Infantil

O secretário disse ainda que o retorno das atividades das creches vai adotar um "protocolo gradual", dando prioridade a pais e mães que não tenham com quem deixar os filhos. “Quando houver qualquer tipo de liberação, aí nós poderemos liberar primeiro a educação infantil", ressaltou. 

As instituições, no entanto, terão que seguir recomendações específicas para a proteção de crianças e funcionários, já que não é possível determinar distanciamento social a bebês e crianças muito novas. 

Aulas online

Por fim, ele comunicou que as aulas online serão retomadas já a partir do dia 27 de abril.  "Transmissão da TV Educação, parceria com a TV Univesp, que nos cedeu espaço. Estamos concluindo o planejamento com muitos desafios e certamente um aprendizado em conjunto", explicou Rossieli Soares.