SP decide ainda nesta semana se vai reabrir cinemas e teatros, diz Covas

Vigilância Sanitária avalia se libera retomada das atividades e define um calendário ou se mantém cautela e segue com estabelecimentos fechados

Bruno Covas, prefeito de São Paulo

Bruno Covas, prefeito de São Paulo

PETER LEONE/ O FOTOGRÁFICO/ ESTADÃO CONTEÚDO

A cidade de São Paulo define ainda nesta semana se vai ou não permitir a reabertura de teatros e cinemas, afirmou o prefeito Bruno Covas nesta segunda-feira (13).

Leia também: São Paulo amplia testagem do novo coronavírus em áreas vulneráveis

O prefeito afirmou que o governo do estado liberou a retomada das atividades dos dois setores na fase amarela da retomada econômica, na qual a capital se enquadra atualmente. "A gente estuda com a Vigilância Sanitária se nós vamos seguir a orientação do governo do estado ou se nos vamos ser ainda mais cautelosos e aguardar um pouco mais", declarou o prefeito.

Bares

Covas afirmou que uma ação específica e intensificada foi realizada neste final de semana para evitar aglomerações em bares e prevenir que estabelecimentos continuassem abertos após o horário permitido. De acordo com o prefeito, era esperada aglomeração em torno de diversos bares, como na região da Vila Madalena e na zona leste eavaliou o resultado como positivo.

Veja também: Mesmo no fim de semana, restaurantes mantêm queda de 85%

Fiscais das 32 subprefeituras foram às ruas informar, notificar, multar e até mesmo interditar bares que não respeitassem o horário. Foram quase 140 estabelecimentos multados por funcionarem após as 17h.

Leia também: Voluntários para a vacina contra covid-19 podem se inscrever em SP

Na avaliação do prefeito, foi possível evitar aglomeração, não só por parte do trabalho de fiscalização da prefeitura, mas por conta da colaboração da população, que viu exemplos que não devem ser repetidos, como os do bairro carioca do Leblon e da cidade de Londres.

Leitos

Para Covas, ter apenas 60% dos leitos ocupados era importante no início da pandemia, porém o momento é de estabilização de solicitações de leitos de UTI e de mortes semanais. Não há sentido, portanto, para deixar 500 leitos sem utilização, o que significa que a cidade pode aproveitar os leitos não utilizados por paciente com covid-19 para retomar cirurgias eletivas na cidade - como operações de pacientes oncológicos, que atualmente precisam esperar por conta da pandemia.