São Paulo SP faz busca ativa para diagnóstico de doença crônica a partir de hoje

SP faz busca ativa para diagnóstico de doença crônica a partir de hoje

Cidade estima que 23% da população adulta é hipertensa e 8% diabética; doenças aumentam o risco de AVCs

UBSs serão utilizadas para fazer busca ativa para evitar doenças crônicas

UBSs serão utilizadas para fazer busca ativa para evitar doenças crônicas

Divulgação / Prefeitura de SP

A Secretaria Municipal da Saúde (SMS) vai utilizar, a partir desta segunda-feira (25), as suas 469 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) para realizar a busca ativa e o rastreamento de doenças crônicas não transmissíveis e, assim, identificar casos que decorrem de fatores que podem ser prevenidos.

A ação, que é realizada mensalmente, se repete agora, dentro desta programação da Semana Nacional de Combate ao Acidente Vascular Cerebral (AVC), de 25 a 29 de outubro. A cidade estima que 23% da população adulta é hipertensa e 8%, diabética, doenças que aumentam o risco cardiovascular.

O próximo dia 29 de outubro marca o Dia Mundial do AVC, em que são realizadas orientações à população sobre os riscos da doença, que decorre da alteração do fluxo de sangue ao cérebro. Responsável pela morte de células nervosas da região cerebral atingida, o AVC pode se originar de uma obstrução de vasos sanguíneos, o chamado acidente vascular isquêmico, ou de uma ruptura do vaso, conhecido por acidente vascular hemorrágico.

O trabalho pasta se concentra em buscar pessoas com hipertensão, diabetes, obesidade e colesterol, com a meta de aumentar o número de diagnósticos precoces, rastrear fatores de risco e conscientizar sobre mudanças no estilo de vida. A hipertensão, conhecida como pressão alta, é o principal fator de risco para doenças cardiovasculares.

O que se pretende, nos próximos anos, segundo o órgão, é transformar o cenário na cidade, com base na meta 3.4 do Objetivo de Desenvolvimento Sustentável da Organização das Nações Unidas (ONU), que prevê, até 2030, reduzir em um terço a mortalidade prematura por doenças crônicas não transmissíveis, via prevenção e tratamento, e promover a saúde mental e o bem-estar das pessoas.

A busca ativa faz parte da rotina diária das UBSs e é feita nos atendimentos, consultas, espaços destinados para procedimentos, sala de vacina e nas visitas domiciliares dos agentes comunitários de saúde. Já as ações externas são realizadas em escolas, parques, feiras livres, templos religiosos e espaços frequentados, predominantemente, por pessoas do sexo masculino, com maior risco para as doenças crônicas não transmissíveis.

São realizados procedimentos como aferições de pressão arterial, glicemia, peso, altura, Índice de Massa Corporal (IMC) e circunferência abdominal. Além de orientações para o cuidado, promoção e prevenção, são destacados os resultados alterados. Nesse caso, os usuários são encaminhados para tratamento médico e acompanhamento de equipe multiprofissional.

De acordo com o protocolo, deve ser feita, pelo menos, uma busca ativa ou rastreamento por mês. O esforço é para assegurar a redução das taxas de complicações e mortes. Para isso, são indicadas as datas alusivas à saúde. “Utilizamos as campanhas para identificar precocemente e orientar um número maior de pessoas com informações para prevenção”, explica Karina Mauro Dib, responsável pela iniciativa.

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