São Paulo SP recebe metade das doses previstas da Pfizer de ministério

SP recebe metade das doses previstas da Pfizer de ministério

Governo paulista diz que 228 mil doses faltantes impactam o cronograma de vacinação de crianças e adolescentes e o Plano SP

  • São Paulo | Do R7

Estado de SP ultrapassa União Europeia e EUA no número de vacinado contra a covid-19

Estado de SP ultrapassa União Europeia e EUA no número de vacinado contra a covid-19

Reprodução/Governo do Estado de São Paulo - 30.07.2021

O governo de São Paulo afirmou nesta quarta-feira (4) que o estado recebeu metade das doses previstas do imunizante da Pfizer do Ministério da Saúde. De acordo com o governador João Doria (PSDB), as 228 mil doses faltantes impactam o cronograma de vacinação de crianças e adolescentes e a previsão das flexibilizações do Plano São Paulo.

"O estado de São Paulo recebe cerca de 22% das vacinas destinadas ao Brasil, de acordo com o proporcional de sua população. Tem funcionado dessa maneira, ontem foi interrompido sem justificativa. Qualifico como arbitrária essa decisão e representa quebra do pacto federativo. Compromete a vacinação de crianças e adolescentes", disse Doria.

O coordenador executivo do Centro de Contingência do Coronavírus, João Gabbardo, afirmou que além de impacta no cronograma de vacinação do estado, o não recebimento das vacinas da Pfizer impacta também nas flexibilizações em atividades de comércio e serviço do Plano São Paulo, previstas para o dia 17 de agosto e para os meses de outubro e novembro.

"Precisamos que o recebimento das vacinas seja mantido para que possamos manter nosso cronograma. Espero que isso seja algum engano do Ministério da Saúde e que possa ser corrigido o mais rápido possível", disse ele.

O secretário de saúde estadual, Jean Gorinchteyn, afirmou que a pasta enviou um ofício ao Ministério da Saúde para cobrar a entrega das 228 mil doses que não chegaram na remessa enviada na terça-feira (3). "A Secretaria de Estado da Saúde requer o envio complementar de pelo menos 228.150 doses da vacina da Pfizer em até 24 horas, considerando a relevância e urgência que a matéria se reveste e a fim de evitar prejuízos a população deste estado", diz o documento.

"O PNI é seguido de forma ética e planejada pelo governo do estado de São Paulo, delimitando faseamento e fazendo com que as prerrogativas sejam seguidas em favor da vida. O estado de São Paulo não pode nem deve ser surpreendido com uma medida tão descabida que compromete a aquisição de 230 mil doses da vacina que deixam de ser imunizadas num momento tão importante de proteção", disse Gorinchteyn. 

Doria ressaltou que o estado de São Paulo não pode comprar vacinas da Pfizer em razão do contrato assinado com o governo federal. O coordenador do Centro de Contingência, Paulo Menezes, disse que as vacinas são importantes para a manutenção da segunda dose e diante dos riscos impostos pela variante delta que avança no estado.

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