São Paulo SP: rio Pinheiros terá 'maior cinema da América Latina', diz Doria

SP: rio Pinheiros terá 'maior cinema da América Latina', diz Doria

Ideia faz parte do projeto de modernização das margens do rio, conciliada com as obras de limpeza das águas. Conclusão está prevista para 2022

Agência Estado
Projeto prevê transformar margens em um complexo de lazer, com cafés e bares restaurantes

Projeto prevê transformar margens em um complexo de lazer, com cafés e bares restaurantes

Ronaldo Silva/Futura Press/Folhapress

O governador João Doria (PSDB) anunciou nesta quinta-feira (12), o contrato de concessão à iniciativa privada da Usina São Paulo, antes chamada de Usina da Traição, no Rio Pinheiros. Com edital lançado no ano passado, o projeto prevê transformar a cobertura do edifício e áreas às margens do rio em um complexo de lazer com cafés, bares restaurantes e até o "maior cinema ao ar livre da América Latina".

Leia também: SP: Hospitais privados têm aumento em internações por covid-19

"O governo do Estado e o consórcio denominado Usina São Paulo assinaram ontem, aqui no Palácio dos Bandeirantes, o contrato que vai transformar um espaço degradado em uma das mais modernas áreas de lazer, esporte, cultura e gastronomia da cidade de São Paulo em pleno Rio Pinheiros", afirmou Doria. "Nesse espaço será construída uma instalação moderna e impactante, com cafés, bares restaurantes, academia, museu e o maior cinema ao ar livre da América Latina."

Segundo o governador, o contrato estabelece outorga de R$ 280 milhões, além de investimento de ao menos R$ 300 milhões pelo consórcio.

Leia também: TSE: urna deverá mostrar nome de candidato com registro pendente

A concessão da Usina São Paulo faz parte do projeto de despoluir o Rio Pinheiros até dezembro de 2022, uma das principais promessas de governo de Doria. De acordo com o Estado, o investimento na iniciativa é de cerca de R$ 4 bilhões, incluindo contratos para saneamento básico e ações como desassoreamento e limpeza das margens.

Vídeo apresentado durante o anúncio mostra que a cobertura do edifício viraria um terraço de quase 2 mil m² (metros quadrados) com mirante, café e restaurantes. A área prevista na concessão soma cerca de 30,8 mil m². A maior parte pertence à Empresa Metropolitana de Águas e Energia (Emae), responsável por operar a usina.

O complexo pretendido por Doria também prevê a construção de deck com lojas, anfiteatro, prédios comerciais, estacionamento e novas rampas de acesso. São três os espaços para exploração da iniciativa privada -- a área da usina e um terreno em cada margem.

Presidente do consórcio, Rodrigo Bonadia confirmou a assinatura do contrato. "Nosso projeto foi baseado na integração da arte, cultura, lazer, esportes e empreendedorismo", disse.

Inaugurada em 1940, a Usina São Paulo tem quatro unidades de bombeamento que são usadas para reverter o curso do Pinheiros. O edital previa que as bombas poderiam ser acionadas "a qualquer momento, sem prévia comunicação aos visitantes e usuários".

"Tal acionamento, dado em dias de grande volume de chuva, provoca relevante trepidação em toda edificação e, portanto, deverá ser considerado no projeto", diz o edital.

Últimas