SP: secretário pede revezamento de horários no transporte público

Contrário a rodízio, Baldy disse que 70% dos passageiros usam transporte público em horários de pico; e não respondeu sobre aumento de tarifas

Rodízio está em vigor desde segunda-feira (11)

Rodízio está em vigor desde segunda-feira (11)

FotoRua/Folhapress - 15.05.2020

O secretário de transportes do estado de São Paulo, Alexandre Baldy, pediu, nesta sexta-feira (15), em transmissão ao vivo pela internet, o apoio de empresários e prefeituras para retirar do horário de pico o funcionamento de comércio e atividades não essenciais durante a pandemia do novo coronavírus, priorizando para estes períodos, no transporte público, profissionais das áreas de saúde e segurança pública, por exemplo. A ideia, segundo Baldy, é a melhor distribuição da quantidade de usuários nos trens e ônibus ao longo do dia.

Sobre pedido de revezamento de horários, argumentou que, neste momento de pandemia, quase 70% dos usuários dos transportes públicos em São Paulo os utilizam em um período de quatro horas do dia. "Acabou o horário de pico, temos trens muito vazios ao longo do dia", concluiu.

Perguntado sobre os impactos do novo rodízio implementado pelo prefeito Bruno Covas (PSDB), causando aglomerações no Metrô e trens da CPTM, Baldy voltou a se afirmar contra a medida.

Segundo Baldy, não haverá aumento nas tarifas do transporte público do estado.

Impactos do rodízio no transporte público

O secretário Alexandre Baldy divulgou, durante a transmissão, os aumentos de usuários no transporte público nesta semana, com o início do novo rodízio de veículos na capital, em relação à passada.

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Dos ônibus da EMTU (Empresa Metropolitana de Transportes Urbanos de São Paulo), o impacto foi de 16% nos primeiros dois dias. Foram 490 mil usuários na última sexta-feira. Nesta segunda, primeiro dia do rodízio, foram 570 mil passageiros.

Na CPTM, o aumento entre os mesmos períodos foi de 12%, segundo ele. Já no Metrô, 8% diários.