São Paulo SP tem volta às aulas, mas 530 escolas seguem fechadas

SP tem volta às aulas, mas 530 escolas seguem fechadas

Unidades fechadas não entraram em acordo com profissionais da limpeza. Outras 50 escolas não se adaptaram às novas normas

  • São Paulo | Do R7, com informações da Record TV

Escolas voltaram às aulas em SP

Escolas voltaram às aulas em SP

Reprodução/Record TV

A cidade de São Paulo teve a volta às aulas presenciais na rede municipal nesta segunda-feira (15), com a reabertura de 3.400 escolas, mas pelo menos outras 530 unidades escolares permanecem fechadas porque enfretam problemas como a falta de acordo com os profissionais da limpeza.

De acordo com Fernando Padula, secretario municipal da Saúde, essas escolas voltam presencialmente no dia 22 de fevereiro e em 1º de março. Ele afirma ainda que as escolas estão avisando as famílias. Outras 50 escolas não abriram porque ainda não se adaptaram às recomendações sanitárias.

Segundo a prefeitura, nesta segunda-feira mais de um milhão de alunos acima dos três anos voltaram e enfrentam pelo menos dois grandes desafios: se adaptar às novas regras sanitárias e reaprender a conviver com os colegas e professores.

Nesta volta às aulas presenciais, existe o sistema de rodízio, que mantém no máximo 35% dos alunos em sala, e vale para toda rede. Menos para os alunos dos centros de educação infantil, que são crianças de zero a três anos. Nestes casos, a prioridade são alunos mais velhos, que estejam em situação de vulnerabilidade social e que já tenha irmãos na escola.

Para o professor Maciel Nascimento, secretário do Sindicato dos Servidores de São Paulo, "infelizmente as escolas não tem condições para garantir às familias e aos professores que terá segurança nesse retorno".

Volta dos professores

Os professores e funcionários já estão em trabalho presencial desde o dia 9 de fevereiro, com atividades de planejamento, acolhida e preparação das unidades para a recepção dos estudantes. Os trabalhadores do grupo de risco, com mais de 60 anos ou comorbidades, não retornam nesse momento às atividades presenciais, sendo substituídos por temporários.

Um levantamento realizado entre os dias 26 de janeiro e 10 de fevereiro no portal da Secretaria Municipal de Educação de São Paulo revelou que 66,74% dos pais de alunos se manifestaram favoráveis ao retorno das atividades presenciais nas escolas da rede pública. A enquete foi respondida por 591.099 mil famílias, o que corresponde a quase 60% do total dos alunos matriculados.

Para garantir a segurança alimentar de milhares de crianças e jovens, o prefeito Bruno Covas determinou ainda que o fornecimento do cartão-merenda seja mantido até que a rotina em todas as unidades educacionais seja restabelecida em sua totalidade.

De acordo com Padula, em conjunto com a Secretaria Municipal de Assistência e Desenvolvimento Social foi iniciado também um processo de busca ativa para identificar os alunos que não retornem às atividades e incentivá-los a voltar para a sala de aula. "Entramos nesse período de pandemia no susto, mas vamos sair com diálogo, planejamento e organização. Esse é o tripé que ancorou a organização de cada uma das escolas nos últimos meses", ressaltou Padula.

Na primeira etapa, a volta às aulas será feita com a presença de 35% dos alunos nas unidades educacionais, em sistema de rodízio. Essa limitação não valerá para a Educação Infantil (CEIs, CEMEIs e EMEIs). No caso, será dada prioridade de atendimento aos alunos com idade mais avançada, que tenham irmãos na escola ou vivam em situação de vulnerabilidade. Até o final de abril serão fornecidos também 465 mil tablets com chip, para o acompanhamento das atividades pedagógicas remotas.

"Ouvindo sempre a Saúde iremos, gradativamente, em conjunto com pais e profissionais da Educação, manter um ambiente seguro para essa retomada", afirmou o secretário municipal de Educação de São Paulo, Fernando Padula.

A Prefeitura de São Paulo investiu até agora R$ 571 milhões em reformas e compra de equipamentos que garantam a retomada segura dessas atividades. "Nossa orientação não é um retorno a qualquer custo. Se por algum motivo alguma escola não estiver preparada, permanecerá fechada até que o problema seja solucionado", destacou Padula.

Do total de recursos destinados para a adequação das escolas ao protocolo de higiene e segurança elaborado em conjunto com a Secretaria Municipal de Saúde, R$ 274 milhões foram utilizados na reforma de 552 escolas e R$ 297 milhões na compra de 760 mil kits de higiene (sabonete líquido, copo e nécessaire), 2,4 milhões de máscaras de tecido, 6,2 mil termômetros e 75 mil protetores faciais (face shield).

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