Novo Coronavírus

São Paulo SP terá novo hospital de campanha para pacientes com covid-19

SP terá novo hospital de campanha para pacientes com covid-19

Estado tem 16 estruturas com 252 leitos de UTI e 280 de enfermaria para covid-19. Demanda é de 150 pacientes por dia

  • São Paulo | Do R7

SP anunciou a construção de 12 hospitais de campanha em todo o estado

SP anunciou a construção de 12 hospitais de campanha em todo o estado

ANDERSON LIRA/FRAMEPHOTO/ESTADÃO CONTEÚDO - 20/05/2020

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta segunda-feira (15), a construção de um novo hospital de campanha na capital paulista para atender pacientes com covid-19. O novo hospital de campanha será montado no bairro da Santa Cecília, na zona oeste de São Paulo, terá 180 novos leitos com 50 de UTI e 130 de enfermaria.

De acordo com a Secretaria de Saúde, até a semana passada, foram criados 1.118 novos leitos para dar conta da alta de infecções provocadas pelo aumento da transmissão do coronavírus. No entanto, segundo Gorinchteyn, a demanda é de 150 leitos por dia para pacientes com a doença. "Não estamos vencendo a velocidade que essas pessoas estão chegando." 

Com o anúncio, o estado terá 16 estruturas hospitalares com 252 leitos de UTI e 280 de enfermaria para pacientes com coronavírus. 

O governador João Doria criticou, mais cedo, as manifestações ocorridas durante o fim de semana, com diversos pontos de aglomeração. "É legitimo que façam manifestações, mas não com aglomerações. Foram um péssimo exemplo dado que coloca em risco, inclusive, a vida dessas pessoas", disse o governador.

Nesta semana epidemiológica, o estado de São Paulo tem 88,4% de taxa de ocupação de leitos de UTI e a Grande SP tem 90% de ocupação. Os índices de isolamento do estado chegaram a 46% no sábado (13) e 50% no domingo (14). Houve ainda, segundo Gorinchteyn, um aumento de quase 20% no número de novas internações e um incremento de 63,9% em relação aos números registrados no pico da pandemia, em julho do ano passado. 

Mais doses da CoronaVac

O Instituto Butantan e o governo de São Paulo acompanharam, nesta segunda-feira, a liberação de mais 3,3 milhões de doses da CoronaVac ao PNI (Programa Nacional de Imunizações) do Ministério da Saúde. Com o novo carregamento, o total de vacinas oferecidas pelo instituto ao PNI chega a 20,6 milhões de doses desde o início das entregas, em 17 de janeiro.

O diretor do Butantan, Dimas Covas afirmou ainda que, a partir de setembro, mais 30 milhões de doses adicionais serão entregues a São Paulo. "Vamos entregar 160 milhões de doses, 100 milhões ao PNI até agosto, mais 30 milhões adicionais a São Paulo e mais 30 milhões ao Ministério da Saúde", informou Covas.

O governador disse ainda que as 30 milhões de doses compradas para a população de São Paulo não acarretarão em prejuizo de novas demandas ao Ministério da Saúde. "Vamos vacinar as 36 milhões de pessoas até 31 de dezembro", afirmou. Doria informou ainda que o governo paulista negocia a compra de novos imunizantes com um laboratório internacional. 

Em relação a chegada das 3,3 milhões de doses encaminhadas ao PNI, Dimas Covas esclareceu que 22,6% permanecem em São Paulo para a população, seguindo as regras determinadas pelo programa. O percentual equivale a 823 mil doses do imunizante. "Com as novas doses, é possível dar continuidade para a segunda dose e progredir para novas faixas etárias", disse Gorinchteyn. 

Medidas mais severas

O governador informou que nesta segunda-feira haverá uma reunião do Centro de Contingência do Coronavírus para avaliação de leitos de UTI e para realizar análises regionais das regiões do estado. "A fase mais aguda em relação à fase emergencial é o lockdown. Não estamos em lockdown. Nada se descarta", disse Doria.

"Estamos fazendo uma restrição que começou na fase vermelha e passou para a emergencial para diminuir a circulação de 4 milhões de pessoas e, consequentemente, diminuir o vírus. Mas hoje entendemos que algumas regiões merecem medidas ainda mais restritivas, que estão sendo tomadas por alguns prefeitos. Com isso, é possível garantir a assistência à saúde, por isso os municípios tem essa autonomia", disse o secretário da saúde. 

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